EXCESSO DE PESO

Obesidade infantil aumenta risco de 13 tipos de câncer, alerta médico

Doença crônica afeta mais de 16 milhões de jovens no Brasil; tratamento exige reeducação alimentar e exercícios físicos diários


Redação
Publicado em 31/07/2026, às 11h06

FacebookTwitterWhatsApp

Obesidade infantil aumenta risco de 13 tipos de câncer, alerta médico
Mudança de hábitos previne doenças graves na vida adulta - Annushka Ahuja/Pexels


A obesidade infantil deixou de figurar como um problema isolado e já representa uma das maiores preocupações da saúde pública no Brasil. Atualmente, mais de 16 milhões de crianças e adolescentes convivem com a doença no país. A estimativa mundial aponta que o número pode saltar para 230 milhões até o ano de 2040.

O excesso de peso na infância exige acompanhamento clínico imediato. O médico Marcelo Bechara explica que a criança com obesidade adoece ainda mais na fase adulta caso ignore o tratamento.

A condição eleva a incidência de diabetes, hipertensão, problemas cardíacos, acúmulo de gordura no fígado e infarto. O especialista alerta também para a ligação da doença com 13 tipos de câncer, como os de mama, intestino, próstata e pâncreas.



O sedentarismo e o consumo exagerado de alimentos ultraprocessados despontam como os principais vilões. O tratamento requer mudança de hábitos, baseada em atividade física constante e alimentação equilibrada. Em situações específicas e com indicação médica, o uso de medicamentos, como canetas emagrecedoras, pode complementar a terapia.

Transformação pelo esporte

Na Baixada Santista, o esporte transformou a rotina do adolescente Luan Gabriel. O jovem encontrou no judô e na musculação a saída para uma vida com mais saúde. "Com a perda de gordura, ajudou muito no fôlego e deu mais disposição", relata o atleta, que hoje coleciona medalhas em campeonatos de âmbitos estadual e nacional.

O pai do jovem comemora o sucesso do acompanhamento e a nova fase do filho na superação do quadro clínico. Luan também destaca os benefícios de mudar o cardápio e manter a disciplina. "Eu comia muita besteira. Hoje eu nem sinto falta", relata o judoca.



Profissionais da área da saúde recomendam que a prevenção comece cedo, dentro de casa, com atenção redobrada aos pequenos lanches diários das crianças, priorizando o bem-estar e o acolhimento.

*Com informações do jornalista Alex Castro, para o Jornal Litoral, da TV Cultura Litoral.

Para mais conteúdos:

Receba o melhor do nosso conteúdo em seu e-mail

Cadastre-se, é grátis!