Mudança de clima exige novos hábitos de hidratação; proteção contra os danos solares deve ser mantida mesmo durante o inverno

O inverno exige mudanças na rotina de cuidados com a pele, para evitar ressecamento e envelhecimento precoce. Em Santos, no litoral paulista, especialistas alertam para a importância de pequenas adaptações diárias, desde a temperatura da água no banho até o uso contínuo de proteção solar.
A advogada Karla Karina Borges mantém uma rotina rigorosa de cuidados diários. "O principal é a limpeza. Não pesar na temperatura da água, de morna para fria, para não desidratar a pele, e cuidar com uma boa hidratação", relata a profissional.
A dermatologista Tatiana Chioro destaca que a água muito quente prejudica a barreira cutânea. Para quem tem dificuldade de encarar a água fria nos dias gelados, a médica sugere uma adaptação gradativa.
Começa com o banho quente, não pelando, vai colocando para morno e tenta terminar com uma ducha fria. Isso já vai aliviar esses problemas com o ressecamento da água quente. E é lógico passar um hidratante após o banho", orienta Tatiana.
O clima mais ameno do inverno favorece a recuperação de procedimentos estéticos agressivos, que exigem distância do calor. A dermatologista cita o laser de CO2 como exemplo de intervenção ideal para a estação.
"Formam-se casquinhas, a pele fica inchada e não pode pegar absolutamente nada de Sol. Então, a gente acaba focando em deixar para fazer esses tratamentos no inverno", explica a dermatologista.
Apesar da falta de Sol visível em muitos dias da estação, a proteção contra os raios ultravioleta continua indispensável. Dados da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) indicam que cerca de 90% do envelhecimento da pele têm relação direta com a exposição solar.
A médica Tatiana Chioro alerta que a radiação atravessa as nuvens e causa danos profundos mesmo sem o calor intenso. "A maioria das pessoas só usa filtro solar quando está realmente muito exposta ao Sol, quando vai à praia ou à piscina. Nessa época do ano, a radiação ultravioleta passa pelas nuvens e agride a nossa pele, o que aumenta o risco de câncer de pele, manchas e envelhecimento", conclui a dermatologista.
*Com informações da jornalista Letícia Sanvez, para o Jornal Litoral, da TV Cultura Litoral.