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Hábitos saudáveis previnem até 45% do risco de demência, aponta Iamspe

Médicos do Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual explicam como evitar o Alzheimer em diferentes fases da vida


Redação
Publicado em 09/09/2026, às 10h31

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Mulher sentada na beirada da cama
Manter alimentação balanceada e atividade física constante ajuda na proteção da saúde cerebral - Divulgação/Agência SP


Especialistas do Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual (Iamspe), de São Paulo, alertam que até 45% do risco de demência é potencialmente modificável. Embora a idade avançada seja o principal fator associado ao quadro, a pessoa pode alterar parte dos fatores relacionados ao desenvolvimento da doença ao longo da vida.

Entre as medidas que ajudam na prevenção do Alzheimer estão a alimentação balanceada, atividade física, descanso adequado, controle do diabetes e hipertensão, e a busca por novos aprendizados.

O Alzheimer é uma condição neurodegenerativa progressiva que compromete a memória e as funções cognitivas. Com a evolução da doença, o quadro pode afetar a capacidade de executar atividades cotidianas.

O problema também provoca alterações comportamentais e sintomas neuropsiquiátricos, como apatia, agitação, depressão, ansiedade, irritabilidade, delírios e alucinações. De acordo com o neurocirurgião do Iamspe, José Oswaldo de Oliveira Júnior, o controle de doenças crônicas e os estímulos cognitivos contribuem para a prevenção e o retardo do declínio cerebral.

Os hábitos adotados ao longo da vida, como má alimentação, sedentarismo e tabagismo, podem apresentar efeito cumulativo e independente sobre esse risco. Quanto maior o número de comportamentos saudáveis adotados simultaneamente, maior a possibilidade de reduzir o risco”, explica.

Cuidados em cada etapa da vida

Os fatores associados à demência dividem-se em três etapas: início da vida (até os 17 anos), meia-idade (dos 18 aos 64 anos) e vida tardia (a partir dos 65 anos).

No início da vida, a baixa escolaridade tem relação com o menor desenvolvimento da reserva cognitiva. Na meia-idade, fatores como hipertensão, diabetes e sedentarismo recebem destaque. A pressão alta danifica os vasos cerebrais, enquanto o diabetes provoca alterações metabólicas e vasculares.



O sedentarismo, por sua vez, aumenta a probabilidade de doenças cardiovasculares e metabólicas e afeta a saúde cerebral. Na vida tardia, os fatores associados à demência incluem o isolamento social, a poluição do ar e a perda visual não tratada.

O neurologista do Iamspe complementa o alerta sobre a terceira idade. “O isolamento social reduz os estímulos cognitivos e pode estar associado a outros fatores, como depressão e sedentarismo. A poluição do ar está relacionada a processos inflamatórios e alterações vasculares que também podem afetar o cérebro. Já a perda visual não tratada pode reduzir a estimulação sensorial e cognitiva, além de favorecer o isolamento social”, detalha.

*Com informações da Agência de Notícias do governo do estado de São Paulo



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