ALERTA

Calor acima de 35°C pode causar falência térmica; veja os sintomas

Onda de calor que atinge SP e litoral deve durar até segunda-feira (29); confusão mental e fala arrastada são sintomas de emergência médica


Redação
Publicado em 26/12/2025, às 17h56

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Calor acima de 35°C pode causar falência térmica; veja os sintomas
Acima de 35°C e com alta umidade, mecanismos de resfriamento do corpo podem falhar - Fernando Frazão/Agência Brasil


A onda de calor que elevou as temperaturas na semana do Natal, em São Paulo, Rio de Janeiro e outros estados, deve se estender até a segunda-feira (29).

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu aviso vermelho (grande perigo), indicando temperaturas 5ºC acima da média, o que acende alerta não apenas para o clima, mas para a sobrevivência.

Segundo especialistas, o corpo humano tem um limite claro: acima de 35°C com alta umidade, o organismo simplesmente "não funciona como deveria". Essa sobrecarga pode levar ao que os médicos chamam de falência térmica.



O que é a falência térmica?

Luiz Fernando Penna, clínico geral do hospital Sírio-Libanês, explica que o corpo tenta se resfriar pelo suor, acelerando os batimentos cardíacos e dilatando os vasos sanguíneos.

Esses mecanismos, porém, têm limite. E, quando falham, instala-se a falência térmica", detalha.

Esta é uma emergência médica. Se não tratada, pode ser fatal. Os sinais de alerta que exigem atendimento imediato (Samu 192) são:

  • Confusão mental;
  • Fala arrastada;
  • Pele quente e seca (parada da transpiração);
  • Temperatura corporal acima de 40º C.

Grupos de risco

O calor extremo é perigoso para todos, mas o risco é maior para quem usa medicamentos como diuréticos, antidepressivos e anti-hipertensivos, que podem descontrolar a regulação térmica.



Pesquisa da Fiocruz confirmou que altas temperaturas aumentam a mortalidade, afetando especialmente idosos e portadores de doenças crônicas (diabetes, hipertensão, Alzheimer e insuficiência renal).

Muitas pessoas acreditam que causa apenas mal-estar, mas estamos falando de riscos reais", alerta Penna.

Como se proteger

Para evitar o colapso, não basta beber água. Confira as recomendações médicas.

  • Fuja do Sol: evite exposição direta entre 10h e 16h;
  • Cuidado com banho gelado: evite, pois ele provoca "efeito rebote" e faz o corpo produzir mais calor depois;
  • Roupas: use tecidos respiráveis. Roupas escuras e pesadas retêm calor;
  • Álcool: evite bebidas alcoólicas, pois elas aceleram a desidratação;
  • Resfrie a casa: mantenha janelas e cortinas fechadas durante o dia e abra à noite para ventilar.

* Com informações da Agência Brasil



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