ALERTA

Automedicação é um risco à saúde e pode impedir diagnósticos

Estudo do ICTQ revela que a cada dez brasileiros, nove se automedicam e colocam a saúde em jogo. Mulheres são a maior parcela


Redação
Publicado em 17/05/2024, às 13h44

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A dosagem certa é fundamental para a medicação - Wikicommons
A dosagem certa é fundamental para a medicação - Wikicommons


Tomar aquele remédio guardado quando vem uma dor de cabeça é rotina para muitos brasileiros, mas a prática da automedicação pode ser um grave risco à saúde. É o que aponta o especialista Dr. Marcelo Bechara, cirurgião e clínico geral. “A automedicação diária pode camuflar um sintoma mais persistente, alguma condição mais grave. Então, só aliviar a dor é tratar a consequência e não a causa”, explica.

O ICTQ (Instituto de Ciência, Tecnologia e Qualidade) realizou um estudo que aponta que nove em cada dez brasileiros se automedicam, para uma simples gripe ou até mesmo casos mais sérios. Segundo o estudo a maioria dos que se medicam por conta própria são mulheres. Pessoas com maior nível de escolaridade tem a tendência maior de se automedicar.

‘Doutor Google’ atrapalha

Para o Dr. Marcelo Bechara o acesso maior a informação e a internet ajudam na hora da pessoa tomar remédios por decisão própria e se autodiagnosticar. “Os pacientes pesquisam em buscadores com frequência. Agora, com a inteligência artificial, complica ainda mais a situação. Muitas vezes o paciente chega com diagnóstico, feito por ele mesmo e está totalmente errado. Esses programas não sabem interpretar um exame associado ao quadro clínico, por exemplo”, explica o especialista.



O médico também alerta que para doenças mais complexas alguns remédios podem causar problemas, como medicamentos usados para depressão, ansiedade e perda de peso. O uso indiscriminado desses medicamentos traz danos permanentes como o vício químico e a dependência psicológica. “Para as dores intensas, o uso de opioides pode viciar, se propagando pelo cérebro em uma ação semelhante às substâncias das bebidas e cigarros, mas com capacidade de vício muito maior. Isso acontece porque, ingeridos por um período prolongado, os remédios podem causar a farmacodependência”, enfatiza Dr. Marcelo Bechara.

A dosagem certa é fundamental para a medicação e só um médico pode fazer isso corretamente após um diagnóstico.

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