RELATÓRIO

Reinjeção de gás carbônico no pré-sal da Bacia de Santos bate recorde

Petrobras reinjetou 14,2 milhões de toneladas de CO2 nos reservatórios do pré-sal da Bacia de Santos, em 2024, volume superior ao do ano anterior


Redação
Publicado em 26/03/2025, às 10h09


Tecnologia reduz  emissão de gases do efeito estufa e otimiza recuperação de óleo - André Ribeiro/Agência Petrobras
Tecnologia reduz emissão de gases do efeito estufa e otimiza recuperação de óleo - André Ribeiro/Agência Petrobras


A reinjeção de gás carbônico nos reservatórios do pré-sal da Bacia de Santos, pela Petrobras, bateu recorde no ano passado, apontou o relatório mais recente da Global CCS Institute. Enquanto em 2023 a quantidade foi de 13 milhões de toneladas de CO2, em 2024 bateu a marca de 14,2 milhões.

Conforme destacado pela Petrobras, o programa é pioneiro em águas ultraprofundas e o maior em operação no mundo, considerando a quantidade de CO2 reinjetada anualmente. Segundo o relatório, os projetos de captura, utilização e armazenamento de carbono (CCUS, na sigla em inglês) no mundo alcançou 51 milhões de toneladas de CO2 no ano passado, com isso, a injeção no pré-sal corresponde a 28% da capacidade glocal.

A diretora de Engenharia, Tecnologia e Inovação da Petrobras, Renata Baruzzi, explica: “A estratégia, que associa o CCUS à recuperação avançada de petróleo (EOR - Enhanced Oil Recovery), foi crucial para a Petrobras viabilizar a produção de petróleo com menor emissão por barril produzido (a média do mundo é 70% superior à média do pré-sal atual)". A tecnologia em operação, nas 22 plataformas do pré-sal na Bacia de Santos, captura e reinjeta  gás carbônico, o que reduz a emissão de gases de efeito estufa e otimiza a recuperação de óleo.

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