INOVAÇÃO

Gigante do porto de Santos investe R$2,5 bilhões e troca diesel por máquinas elétricas

Com a demolição de prédio administrativo, a Santos Brasil ampliou sua capacidade de movimentação de contêineres e modernizou a estrutura


Redação
Publicado em 19/08/2026, às 16h39

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Navio com contêineres da MSC
Expansão da capacidade no terminal foca em automação e transição energética - Divulgação/MSC


O terminal da Santos Brasil, localizado no porto de Santos, passa por uma expressiva expansão estrutural e tecnológica no litoral paulista. O complexo recebe investimentos bilionários focados no aumento da capacidade de movimentação de contêineres e na modernização dos equipamentos operacionais.

O projeto teve início em 2019, motivado pela crescente demanda portuária. A diretora de Planejamento Operacional de Terminais, Evelyn Lima, explica a mudança no cronograma da companhia. "Inicialmente, a gente tinha uma projeção de R$3 milhões de TEUs para 2030, mas esses investimentos precisaram ser antecipados". O termo TEU refere-se à unidade de medida internacional equivalente a um contêiner de 20 pés.

Até o início de 2026, a empresa já aplicou cerca de R$2,5 bilhões na operação. A verba contempla a aquisição de tecnologia de ponta, como dois novos portêineres de alta escala, que possuem 50 metros de altura e 70 metros de lança, projetados para atender as embarcações mais modernas e exigentes do mundo.



Além disso, o terminal passou a contar com oito novos guindastes de pátio elétricos (RTGs), que se unem a outros oito equipamentos recebidos no ano de 2023. Os novos modelos garantem operações remotas, o que melhora as condições de trabalho da equipe.

"Hoje, o operador pode fazer a operação deste equipamento de uma sala remota, com conforto, com mais ergonomia, trazendo mais tecnologia para o dia a dia", ressalta Evelyn. Segundo a diretora, as inovações também ajudam a atrair novos talentos para atuar no setor portuário.

Crescimento da capacidade

As obras físicas incluíram a incorporação de uma área de quatro mil metros quadrados ao pátio, espaço antes ocupado por um prédio administrativo demolido recentemente. Com a área livre, o complexo ganhou capacidade para processar 137 mil TEUs adicionais, em um período estratégico às vésperas da alta temporada do comércio exterior.



Atualmente, o terminal alcança a marca de 2,9 milhões de TEUs anuais. O volume representa quase metade de tudo o que o porto de Santos operou ao longo de 2025, ano em que a autoridade portuária contabilizou 5,9 milhões de TEUs movimentados no total.

O balanço financeiro reflete a expansão logística. A Santos Brasil encerrou o último ano com receita líquida superior a R$3,5 bilhões, um salto de mais de 25% na comparação com o ciclo anterior.

A previsão total do projeto é aplicar R$3 bilhões para concretizar a meta de três milhões de contêineres anuais já no próximo ano, com foco contínuo na transição energética e na substituição de matrizes a diesel por opções elétricas.



*Com informações do jornalista Alex Castro, para o quadro Cultura no Porto, do Jornal Litoral, da TV Cultura Litoral e Vale.

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