Ministro Marco Aurélio Bellizze dá prazo de 48 horas para dona do Facebook prestar esclarecimentos sobre restrições de alcance em postagens
Redação
Publicado em 11/10/2026, às 12h27

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) deu prazo de 48 horas para a Meta, empresa controladora do Facebook, Instagram e WhatsApp, prestar esclarecimentos sobre a acusação de promover "seletividade algorítmica" contra as postagens da campanha do candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Na decisão, proferida no sábado (10), o ministro Marco Aurélio Bellizze solicitou que a Meta informe se houve restrições na distribuição de conteúdo publicado no perfil de Lula, exclusões de recomendação e restrições de bloqueios geográficos.
Os fatos narrados ocorrem em ambiente que somente a representada controla: os sistemas de distribuição de conteúdos na rede, os registros de moderação, a plataforma de anúncios e os sinais de autenticidade de contas".
Em nota, a Meta reconheceu “problemas técnicos” e afirmou que as alegações da campanha são “falsas” e “não encontram respaldo nos fatos”.
Muitos dos problemas técnicos mencionados não afetaram exclusivamente o Brasil ou contas específicas nas nossas plataformas. Cumprimos com as normas eleitorais e estamos comprometidos com a isonomia do uso das nossas plataformas por todos”, informou a plataforma.
Em nota à imprensa, o PT informou que as acusações apresentam "interferência" da Meta no processo eleitoral e demonstram o controle de empresas transnacionais sobre a infraestrutura de comunicação.
Quando esse controle é usado para influenciar a tomada de decisões das pessoas, manipular a percepção pública de comunidades inteiras ou tenta determinar o resultado de processos eleitorais, o conceito de cidadania e a própria democracia são colocados em xeque", afirmou o partido.
A campanha de Lula cita cinco episódios de suposta interferência, incluindo o impedimento de impulsionar conteúdos no Instagram e a interrupção no número registrado de visualizações. A equipe jurídica do petista promete acionar a Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD) devido a “fortes suspeitas de tentativa de interferência no processo eleitoral brasileiro em benefício da candidatura de Flávio Bolsonaro”.
Na decisão, o ministro Bellizze também determinou que a Meta informe se tomou providências para apurar a ocorrência de 255 perfis falsos criados por inteligência artificial.
Segundo a campanha, estas contas alcançaram cerca de 58 milhões de visualizações com ataques ao presidente e à primeira-dama Janja Lula da Silva.
Com informações do jornalista André Richter, da Agência Brasil