DIREITOS TRABALHISTAS

Congresso adia debate sobre o fim da escala 6x1 para depois das eleições

Proposta de emenda à Constituição, que reduz a jornada de trabalho, enfrenta resistência e não será prioridade de parlamentares antes das próximas eleições de outubro


Redação
Publicado em 03/07/2026, às 10h50

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Foto do Congresso Nacional
Proposta que altera a atual jornada de seis dias de trabalho para um de descanso esbarra na resistência do setor empresarial - Divulgação/Agência Brasil


A proposta de emenda à Constituição (PEC), que prevê o fim da escala de trabalho 6x1, deverá ficar fora da pauta do Congresso Nacional até depois das eleições gerais, em outubro.

A avaliação de lideranças políticas é de que o tema, considerado sensível e de grande impacto para trabalhadores e empregadores, dificilmente avançará diante do calendário legislativo e eleitoral.

Segundo parlamentares envolvidos nas discussões, a prioridade do Congresso nos próximos meses será a análise de projetos ligados à economia, ao Orçamento e às matérias consideradas urgentes pelo governo federal.



Com isso, a proposta que busca reduzir a jornada de trabalho sem diminuição salarial tende a permanecer em segundo plano, mesmo após mobilizações de entidades sindicais e parte da sociedade civil.

A PEC ganhou força nos últimos meses ao propor mudanças na atual escala de seis dias de trabalho para um de descanso, defendendo modelos que ampliem o período de folga dos trabalhadores.

Apesar da repercussão, o texto ainda enfrenta resistência de setores empresariais, que apontam possíveis impactos nos custos de contratação e na produtividade de diversos segmentos da economia.



Diante desse cenário, a expectativa é que o debate sobre o fim da escala 6x1 seja retomado apenas após o período eleitoral de 2026, quando o Congresso deverá voltar a discutir propostas de maior impacto nas relações de trabalho. Até lá, não há previsão para votação da matéria em plenário, embora o tema continue sendo defendido por parlamentares favoráveis à mudança e acompanhado por representantes do setor produtivo.

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