OPERAÇÃO DA PF

PF prende alvos dos EUA por lavar R$10 bilhões do tráfico na Baixada Santista

Ação efetuada em Santos e Praia Grande bloqueia bilhões em bens e criptomoedas. Entre os detidos, está uma mulher punida pelo governo dos EUA


Redação
Publicado em 03/07/2026, às 09h25

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Foto da viatura
Empresário Victor Shimada, apontado como um dos principais investigados, é considerado foragido - Polícia Federal/SP


A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta sexta-feira (3), a Operação Exchange, para desarticular uma organização criminosa suspeita de lavar dinheiro proveniente do tráfico internacional de drogas.

Ação resultou na prisão de sete pessoas, entre elas a secretária Stella Stefanie, que havia sido alvo de sanções impostas pelo governo dos Estados Unidos nesta semana, por suspeita de ligação com o Primeiro Comando da Capital (PCC). O empresário Victor Shimada, apontado como um dos principais investigados, é considerado foragido.

A Justiça Federal expediu 11 mandados de prisão temporária e 13 de busca e apreensão, cumpridos nas cidades de São Paulo, Santos, Praia Grande e Santana de Parnaíba. Também foi determinado o bloqueio de bens, valores e criptoativos dos investigados, que pode chegar a R$10,4 bilhões.



Segundo a Polícia Federal, o grupo utilizava um esquema estruturado para ocultar recursos obtidos com o tráfico por meio de criptomoedas, transporte de dinheiro em espécie, operações bancárias de alto valor e movimentações entre pessoas físicas e jurídicas.

Stella e Shimada haviam sido sancionados pelo Departamento do Tesouro dos Estados Unidos na última quarta-feira (1º), sob a acusação de integrarem uma rede de lavagem de dinheiro ligada ao PCC.

De acordo com as autoridades norte-americanas, Shimada seria o elo entre integrantes da facção na Flórida e traficantes internacionais, enquanto Stella atuaria como colaboradora próxima e intermediária em operações financeiras.



As sanções incluem o bloqueio de bens sob jurisdição dos EUA e restrições para pessoas e empresas que mantenham relações comerciais com os investigados.

Segundo a Polícia Federal, a investigação que deu origem à Operação Exchange é anterior às sanções anunciadas pelos Estados Unidos, embora a medida tenha acelerado o cumprimento dos mandados.

Os investigados poderão responder, em tese, pelos crimes de associação criminosa, lavagem de dinheiro, evasão de divisas e outros delitos que venham a ser identificados durante o andamento das apurações.



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