CURIOSIDADE ANIMAL

Quer ter uma cobra de estimação? Saiba quais espécies são permitidas

Espécies permitidas exigem origem legal, documentação e cuidados específicos para serem mantidas como animais de estimação

Quer ter uma cobra de estimação? Saiba quais espécies são permitidas
Jiboias estão entre as serpentes que podem ser criadas legalmente no Brasil - Pexels


Ter uma cobra como animal de estimação pode parecer incomum, mas a prática é permitida no Brasil em situações específicas. Para isso, o animal deve ter origem legal, ser adquirido em um criadouro autorizado pelos órgãos ambientais e estar acompanhado da documentação exigida.

Segundo o Ibama, retirar serpentes da natureza ou adquirir animais sem procedência legal é crime ambiental. Além disso, manter uma cobra exige conhecimento sobre manejo, alimentação, temperatura, umidade e comportamento da espécie, já que elas possuem necessidades bastante diferentes das de cães e gatos.

Conheça algumas das espécies mais comuns encontradas em criadouros legalizados.



Jiboia

A jiboia (Boa constrictor) é uma das serpentes mais conhecidas entre os criadores brasileiros. Apesar do porte robusto, é considerada uma espécie de comportamento relativamente tranquilo quando criada corretamente.

Sem peçonha, captura suas presas por constrição, envolvendo o corpo ao redor delas. Dependendo da subespécie, pode ultrapassar dois metros de comprimento, por isso necessita de um terrário amplo e enriquecido.

Cobra-do-milho

A cobra-do-milho (Pantherophis guttatus), também conhecida como corn snake, é uma das espécies mais indicadas para quem está começando na criação de serpentes. Seu porte menor, temperamento dócil e grande variedade de cores fazem dela uma das favoritas entre criadores. Além disso, costuma adaptar-se bem ao manejo em cativeiro quando recebe os cuidados adequados.



Píton-real

Originária da África, a píton-real (Python regius) também pode ser encontrada em criadouros legalizados no Brasil. A espécie não possui peçonha e é conhecida pelo comportamento calmo.

Quando se sente ameaçada, costuma enrolar o corpo formando uma bola, característica que originou o nome em inglês ball python. Embora seja considerada dócil, exige controle rigoroso de temperatura e umidade no terrário para manter a saúde.

Falsa-coral

A falsa-coral reúne diferentes espécies que apresentam coloração semelhante à da coral verdadeira. Apesar da aparência chamativa, essas serpentes não possuem peçonha de importância médica e podem ser mantidas legalmente quando provenientes de criadouros autorizados.



Sua coloração vibrante exige atenção redobrada, pois muitas pessoas a confundem com a coral verdadeira encontrada na natureza.

Milho, leite e outras espécies exóticas

Além dessas espécies, alguns criadouros também comercializam serpentes exóticas legalizadas, como a cobra-leite (Lampropeltis triangulum) e outras espécies autorizadas pelos órgãos competentes.

Independentemente da espécie, a compra deve ser feita apenas em estabelecimentos regularizados, com nota fiscal e documentação que comprove a origem do animal.



Antes de ter uma cobra, é preciso conhecer os cuidados

Diferentemente do que muitas pessoas imaginam, serpentes exigem cuidados específicos. É necessário manter um terrário compatível com o tamanho do animal, controlar temperatura e umidade, oferecer alimentação adequada e contar com acompanhamento de um médico-veterinário especializado em animais silvestres ou exóticos.

Esses animais também precisam de um ambiente seguro para evitar fugas e reduzir o estresse, fatores que podem comprometer seu bem-estar.

Nunca retire uma cobra da natureza

Segundo o Ibama, nenhuma serpente encontrada na natureza deve ser capturada para criação doméstica. Além de configurar crime ambiental, essa prática coloca em risco tanto o animal quanto as pessoas.



Quem deseja ter uma cobra como pet deve procurar exclusivamente criadouros autorizados, garantindo que o exemplar tenha origem legal e que toda a documentação esteja regularizada.

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