AMOR E CARINHO

Feira em Bertioga busca lares para cães resgatados e sobreviventes de abandono

Cães resgatados com sarna ou amarrados em postes ganham nova chance de encontrar uma família na Tenda de Eventos de Bertioga

Feira em Bertioga busca lares para cães resgatados e sobreviventes de abandono
Animais disponíveis para adoção estão com vacinação em dia, castrados e vermifugados - Divulgação/ONG Pelos e Patas na Areia


O trauma do abandono ronda a vida de cães e gatos que buscam um recomeço, em Bertioga,  litoral paulista. Mesmo resgatados, esses animais ainda buscam por um lar definitivo, cheio de amor e carinho para esquecer o passado. Para isso, a ONG Pelos e Patas na Areia promove uma feira de adoção para dar uma nova família a dez dos 50 animais que a entidade acolheu das ruas.

O resgate da cadela Kira expôs um cenário de negligência extrema. A fêmea chegou à ONG acompanhada de cinco filhotes, todos com infestação de sarna, carrapatos e vermes. Castrada e com a saúde totalmente restabelecida após tratamento, ela busca o acolhimento de uma família definitiva | Foto: Divulgação
O resgate da cadela Kira expôs um cenário de negligência extrema. A fêmea chegou à ONG acompanhada de cinco filhotes, todos com infestação de sarna, carrapatos e vermes. Castrada e com a saúde totalmente restabelecida após tratamento, ela busca o acolhimento de uma família definitiva | Foto: Divulgação

A ação tem data marcada para o dia 9 de maio, das 10h às 15h, e, com apoio da Secretaria de Turismo e Cultura de Bertioga, contará com espaço da Tenda de Eventos ao lado do Forte São João, no Centro.

A ação não abrange os animais disponíveis para doação no Centro de Controle de Zoonoses de Bertioga, que atualmente conta com cerca de 160 pets.



A feira da ONG Pelos e Patas na Areia é somente de animais abrigados pela entidade em Boraceia, que soma 30 cães e 20 gatos.

Os animais que aguardam um novo lar estão com castração, vacinação e controle de vermes em dia, informou a ONG.

Em busca de um lar

O cão Pirulito chegou ao abrigo ferido e com o peso da rejeição após sobrar em uma ninhada. Com a saúde recuperada, o animal de porte médio exibe energia de sobra para brincar e correr. Ele possui perfil territorialista e convive melhor em lares apenas com cadelas fêmeas | Foto: Divulgação
O cão Pirulito chegou ao abrigo ferido e com o peso da rejeição após sobrar em uma ninhada. Com a saúde recuperada, o animal de porte médio exibe energia de sobra para brincar e correr. Ele possui perfil territorialista e convive melhor em lares apenas com cadelas fêmeas | Foto: Divulgação

Entre os escolhidos para a feira, alguns têm trajetórias marcadas pela negligência. O cão Lupy, de sete anos, carrega a história da fundação do abrigo. Alguém o amarrou em um poste quando ele ainda era filhote e hoje o cão mantém um perfil quieto e tímido.



A cadela Kira chegou à ONG com cinco filhotes, todos eles com sarna, carrapatos e vermes. Após um longo período de tratamento, essa mãezinha busca um lar seguro. Já o pequeno Pirulito, que chegou machucado e precisou de cuidados intensivos, hoje exibe energia para correr e brincar com outros animais.

A feira também traz o cão Thor, abrigado em 2021 com a mãe e a irmã. O animal ganhou um lar temporário, mas precisou voltar ao canil. Depois, conseguiu uma adoção definitiva, que se mostrou temporária, já que o responsável o devolveu e criou um histórico de rejeição que tornou Thor um cão mais fechado, carente de paciência para revelar seu lado dócil.

Amarrado a um poste quando ainda era filhote, Lupy inspirou a criação da própria entidade de proteção animal. Hoje com sete anos, ele carrega as marcas do abandono por meio de um comportamento quieto e tímido. O cão busca tutores dispostos a oferecer paciência e um ambiente tranquilo. | Foto: Divulgação
Amarrado a um poste quando ainda era filhote, Lupy inspirou a criação da própria entidade de proteção animal. Hoje com sete anos, ele carrega as marcas do abandono por meio de um comportamento quieto e tímido. O cão busca tutores dispostos a oferecer paciência e um ambiente tranquilo | Foto: Divulgação

Regras para a adoção

A ONG mantém um processo rigoroso de triagem para garantir um bom lar para esses pets e evitar mais sofrimento. Para adotar, o candidato deve apresentar RG, comprovante de endereço e fotos do espaço reservado para ele na residência. A equipe exige uma entrevista no local, o uso de coleira ou caixa de transporte na saída e a autorização para visitas de acompanhamento no período pós-adoção.



A entidade ressalta a importância do bem-estar animal e o cumprimento das obrigações legais do tutor, como a manutenção dos cuidados básicos e a criação sem prender o pet. O animal precisa de espaço próprio para dormir, potes de água limpa, vacinação anual, visitas ao veterinário e passeios diários.

Trabalho voluntário

A ONG Pelos e Patas na Areia atua na linha de frente da proteção animal contra os maus-tratos, mas a busca por lares amorosos cobra um preço alto diário. Manter o abrigo exige o pagamento constante de grande quantidade de ração, medicamentos, cirurgias e honorários de médicos veterinários.

O cão Thor acumula um histórico de perdas desde 2021. Ele enfrentou o abandono nas ruas, a perda de um lar temporário e a devolução após um processo de adoção. A sucessão de rejeições moldou um animal fechado, que exige tutores pacientes para resgatar sua confiança e docilidade | Foto: Divulgação
O cão Thor acumula um histórico de perdas desde 2021. Ele enfrentou o abandono nas ruas, a perda de um lar temporário e a devolução após um processo de adoção. A sucessão de rejeições moldou um animal fechado, que exige tutores pacientes para resgatar sua confiança e docilidade | Foto: Divulgação

A entidade privada e sem fins lucrativos depende de apoio financeiro e conta, atualmente, com o empenho de 15 voluntários. Por isso, toda e qualquer quantia doada garante a assistência a essas vidas resgatadas e afasta o risco de fechamento das portas. Com apenas R$ 10 mensais, é possível colaborar como um associado oficial da ONG.



As doações avulsas caem direto na conta do projeto via PIX pela chave 31.351.995/0001-69 (CNPJ). O repasse também possui canal na Caixa Econômica Federal, por meio da agência 2728 e conta 577532224-6.

Também é possível colaborar sem qualquer quantia. Para ajudar, basta doar tempo e afeto, com apoio na limpeza e passeios com os animais no abrigo.

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