APARIÇÃO

Estrelas-de-nove-pontas surgem no litoral de SP; saiba o que fazer se encontrar a espécie

Animal marinho de nove braços chama a atenção no litoral paulista; biólogo comenta as possibilidades do surgimento na faixa de areia

Estrelas-de-nove-pontas surgem no litoral de SP; saiba o que fazer ao encontrar a espécie
Banhistas encontram espécie vulnerável nas areias do litoral de São Paulo - Andrea Westmoreland/Wikimedia Commons


Recentemente, estrelas-de-nove-pontas (Luidia senegalensis) foram registradas na região da Baixada Santista. Banhistas avistaram a espécie com formato incomum nas faixas de areia de praias como Mongaguá e Itanhaém.

A reportagem do portal Costa Norte entrevistou o bacharel em ciências biológicas, com ênfase em biologia marinha, Luís Felipe Natálio, que esclarece que a aparição do animal na areia foge do padrão.

Não há meses exatos para encontrá-las na orla, pois esse animal habita áreas submersas, não tendo comportamento de sair da água", explica o biólogo.

"Eventualmente, ressacas do mar podem carregar algumas delas para a faixa de areia, ou ainda indivíduos machucados podem ser arrastados até a praia. Portanto, época com mais mar agitado pode propiciar o aparecimento delas na areia", comenta.



Ele detalha que a espécie é comum na região e habita fundos marinhos costeiros. "A estrela-de-nove-pontas pertence ao grupo dos equinodermos, como todas as outras estrelas-do-mar, e também os ouriços-do-mar, pepinos-do-mar e bolachas-de-praia", afirma. O especialista ressalta que, apesar da imagem clássica de cinco pontas, a variedade de espécies permite animais com até 20 braços.

A área de ocorrência do animal inclui toda a costa brasileira, "desde a beira do mar até profundidades em torno de 40 metros". Mesmo com essa distribuição ampla, a espécie corre risco de extinção, conforme aponta Luís Felipe.

"Apesar de possuírem uma área de ocorrência ampla, as estrelas-de-nove-pontas são consideradas ameaçadas de extinção, pois são muito sensíveis a substâncias poluentes e podem ser afetadas pela pesca de arrasto de fundo", alerta o biólogo.



Atualmente, ela é classificada como vulnerável pela lista vermelha de fauna ameaçada do ICMBIO e pela Lista Nacional de Espécies Ameaçadas de Extinção, do Ministério do Meio Ambiente".

O especialista orienta os banhistas sobre a conduta correta ao deparar com o animal na orla marítima. "Nunca é recomendado manipular animais na praia, mas caso a estrela esteja viva e fora d'água, com chances de secar e morrer, é possível devolvê-la ao mar, sempre garantindo que não haja substâncias na mão, como protetor solar e repelente, e com muito cuidado, pois são animais frágeis", conclui.

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