Especialista afirma que as serpentes aparecem em áreas urbanas por conta do clima da estação, do período de reprodução e da facilidade em encontrar alimento

Nas últimas semanas o Portal Costa Norte noticiou a presença de dezenas de cobras de várias espécies que foram vistas fora do habitat natural das serpentes.
Teve cobra em cima do muro de cemitério, no muro de uma casa, dentro de escolas do litoral norte e sul de São Paulo, serpentes que invadiram casas em Mongaguá e Peruíbe, réptil “rolezeiro” no painel de carro, cobra leitora próximo a livraria, serpente engolindo sapo e até cobra vomitando cobra!
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Mas, por qual motivo as serpentes resolveram sair rastejando por aí e dar o ar da graça para os humanos? De acordo com o biólogo e pesquisador da Universidade Federal de Juiz de Fora, Henrique Caldeira, o período chuvoso contribui para o aumento no aparecimento de cobras.
Ao noticiário Tribuna de Minas, o especialista afirmou que a soma que resulta no aumento de serpentes em áreas urbanas é a alta temperatura mais o período de chuvas.
Outras questões são o período de reprodução e a maior disponibilidade de alimentos. Entre os meses de janeiro e abril, algumas espécies estão mais ativas e se reproduzindo, por isso é comum encontrar cobras. O verão é a estação que possui mais alimentos disponíveis para as serpentes, como sapos, lagartos e ratos.
É importante ressaltar que ao avistar uma cobra, a pessoa deve manter distância, independente se o animal for peçonhento ou não. Se a serpente estiver na natureza, deixa-a seguir o caminho, porém, se for vista em área urbana, o ideal é acionar as autoridades ambientais do município. Nunca mate a cobra.
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