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Cobras dormem de olhos abertos? Veterinário esclarece curiosidades sobre animais

Especialista do quadro 'É Pet?', da TV Cultura Litoral e Vale, detalha diferenças entre espécies e explica o comportamento de répteis e moluscos


Redação
Publicado em 08/09/2026, às 10h36

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Cobra
Diferente dos mamíferos, as cobras não possuem pálpebras - Jimmyk photos/Pexels


O mundo animal é repleto de particularidades que costumam confundir muita gente. Afinal, existe uma diferença fácil de notar entre um jacaré e um crocodilo? E as cobras, realmente dormem de olhos abertos? Para responder a essas e outras dúvidas enviadas pelo público, o veterinário Danilo Sato detalhou as características físicas dessas espécies durante o quadro 'É Pet?', exibido pela TV Cultura Litoral e Vale.

A confusão entre jacarés e crocodilos é uma das mais comuns, mas o especialista garante que a distinção é simples. O formato do focinho e a disposição dos dentes são os principais indicadores.

Sato explica que o jacaré possui a estrutura óssea da face mais larga e arredondada. Além disso, quando o animal fecha a boca, apenas os dentes superiores ficam evidentes. O crocodilo, por sua vez, apresenta um focinho mais afinado, semelhante à letra V, e exibe todos os dentes mesmo com a mandíbula fechada.

Anatomia das serpentes

Outro mito popular envolve o sono das cobras. Muitas pessoas acreditam que elas dormem de olhos abertos por estarem sempre em estado de alerta, mas a razão é puramente anatômica. O veterinário detalha que esses répteis não possuem pálpebras como os mamíferos e as aves, que abrem e fecham os olhos para proteção.

Para proteger o globo ocular contra ressecamentos e traumas, as cobras contam com uma película transparente. Essa camada protetora é substituída naturalmente sempre que o animal troca de pele.

A língua das serpentes também desperta curiosidade, especialmente pelo hábito do réptil de colocá-la para fora de forma constante. Esse comportamento funciona como um verdadeiro sistema de rastreamento do ambiente.



O veterinário explica o motivo da ação. "Toda vez que a cobra coloca a língua para fora, ela absorve partículas do ambiente, que são analisadas por um órgão específico no céu da boca", afirma Sato. A partir daí, as informações seguem direto para o cérebro, o que permite ao animal mapear o espaço ao redor.

Confusão dos moluscos

No universo dos moluscos com concha, a confusão entre o caracol e o caramujo é frequente. Embora os nomes sejam usados como sinônimos no dia a dia, existe uma distinção baseada no habitat. O termo caracol é adequado para classificar as espécies terrestres, geralmente encontradas em jardins e áreas úmidas. Já a palavra caramujo refere-se aos animais de água doce ou espécies marinhas.

Há, no entanto, exceções na nomenclatura popular. O famoso caramujo-africano, por exemplo, vive na terra, o que prova que os nomes comuns nem sempre acompanham o rigor da regra científica.



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