Participação dos modelos quase dobrou em um ano, segundo levantamento do ICCT Brasil; BYD lidera os segmentos de elétricos a bateria e híbridos plug-in
Redação
Publicado em 25/10/2026, às 06h00

Os veículos elétricos e híbridos representaram 16% das vendas de veículos leves no Brasil, no primeiro semestre de 2026, quase o dobro dos 8,7% registrados no mesmo período do ano anterior.
Os dados são de um levantamento do Conselho Internacional do Transporte Limpo (ICCT Brasil). Em 2022, os carros elétricos a bateria, híbridos plug-in e híbridos convencionais correspondiam a menos de 2% das vendas.
No primeiro semestre deste ano, o destaque foi para os elétricos a bateria, cujas vendas cresceram 196%, passando de 30 mil para 90 mil unidades. Os híbridos plug-in também avançaram, com alta de 80%, de 32 mil para 76 mil unidades. No mesmo período, o mercado total de veículos leves cresceu 20%.
A BYD concentrou 64% das vendas de elétricos a bateria e 54% dos híbridos plug-in. A Volvo-Geely ficou em segundo lugar entre os elétricos, com 20%, enquanto GWM e Chery responderam por 19% e 10% das vendas de híbridos plug-in, respectivamente. Nos híbridos convencionais, a Toyota liderou, com 52%.
O estudo também identificou diferenças entre as fabricantes. Stellantis, Volkswagen, GM e Hyundai-Kia, as quatro maiores em vendas de veículos leves no país, mantiveram seus portfólios concentrados em modelos a combustão.
Já a BYD, a Geely e a Leapmotor registraram 100% das vendas em veículos elétricos a bateria e híbridos plug-in no período. A GWM alcançou 48%, e a GAC, 44%.
Os eletrificados representaram 70% dos veículos leves importados no primeiro semestre de 2026, ante 56% no mesmo período de 2024. Segundo o ICCT Brasil, a antecipação de compras pelas montadoras pode estar relacionada ao aumento do imposto de importação previsto para julho.
Na direção contrária, as exportações brasileiras de veículos leves somaram US$2,5 bilhões no primeiro semestre, queda de 14% em relação a 2025. A retração ocorreu principalmente pela redução das vendas para a Argentina, um dos principais destinos dos veículos brasileiros.