‘Um Mangue no Meu Quintal’ oferece formação certificada para professores, e aproxima estudantes da realidade local e da preservação dos manguezais

Os professores devem ficar atentos ao prazo: encerra nesta quinta-feira (15) o período de inscrições para o projeto Um Mangue no Meu Quintal, iniciativa de educação ambiental que propõe integrar o ensino formal à realidade dos manguezais da costa paulista.
Voltado a educadores do 5º ano do ensino fundamental, o projeto oferece suporte técnico-pedagógico, material didático e certificação, com vagas limitadas de acordo com a capacidade de atendimento das unidades de conservação estaduais.
A adesão deve ser feita pelo site oficial da Fundação Florestal, com o envio do planejamento pedagógico disponível na mesma página. Criado no âmbito do programa de Gestão Integrada de Manguezais, da Fundação Florestal e da Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil), o projeto promove o uso do manguezal mais próximo da escola como ferramenta didática, conectando conteúdos da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) à vivência cotidiana das comunidades litorâneas.
Segundo Laís Zayas, coordenadora do programa de Gestão Integrada de Manguezais, o impacto vai além da sala de aula: “Ao compartilhar o que aprende, o estudante torna-se multiplicador de conhecimento, iniciando diálogos que despertam novas percepções sobre a importância desse ecossistema”. Ela destaca que o projeto atua para “fomentar a valorização e a conservação dos manguezais através da sensibilização das comunidades, a partir da capacitação dos professores”.
Na edição 2025, o material didático traz como tema principal Os Manguezais & Mudanças Climáticas, com conteúdos sobre solos de mangue, sequestro de carbono, serviços ecossistêmicos e adaptação climática. Os professores deverão desenvolver ao menos duas atividades com seus alunos e uma ação conjunta com a unidade de conservação, como parte do programa Escola no Parque.
“Os manguezais são ecossistemas estratégicos para a saúde dos oceanos e para os modos de vida tradicionais. São berçários de biodiversidade, protetores da linha de costa e armazenadores naturais de carbono. Envolver as escolas nesse processo de valorização é uma forma eficaz de garantir sua proteção a longo prazo”, afirma Laís.
A coordenadora também ressalta que a adesão ao projeto vem crescendo desde sua regulamentação, por meio da Portaria Normativa FF 445/2024. “As escolas têm se mostrado entusiasmadas com a proposta, e os alunos demonstram grande curiosidade e engajamento. Em muitos casos, o projeto também mobiliza famílias e a comunidade do entorno, ampliando seu alcance e impacto”, conclui.
Em Bertioga, por exemplo, nove professores e mais de 200 estudantes participam ativamente das ações, com destaque para vivências como a trilha Caminho Caiçara, no bairro Guaratuba, e o roteiro de turismo de base comunitária voltado à pesca tradicional e conservação ambiental.
As escolas participantes recebem selo de reconhecimento, e os educadores que cumprirem os critérios recebem certificado oficial. Mais informações e inscrição devem ser por meio do site fflorestal.sp.gov.br/ummanguenomeuquintal.