Prefeitura e Cetesb dizem que mancha no Balneário Vera Cruz é natural e agravada por resíduos arrastados pelas chuvas

Uma mancha escura foi registrada no mar, na região do canal 2, praia do Balneário Vera Cruz, em Mongaguá, Baixada Santista, nesta semana. Em imagens que circulam pelas redes sociais, fenômeno é observado na saída de um canal de drenagem e se espalha pela faixa de areia e pela água do mar.
Após relatos de moradores sobre a coloração anormal e forte odor, a Secretaria Municipal de Agricultura e Meio Ambiente, a Cetesb e a Sabespefetuaram vistorias e monitoramentos,que indicam causas naturais e de drenagem urbana, falhas no sistema de saneamento básico foram descartadas, até o momento.
De acordo com a Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb), a mancha provém do canal de drenagem que recebe águas da região de manguezal. Essa água possui naturalmente coloração escura e odor característico de matéria orgânica.
A Cetesb também aponta a contribuição da chamada poluição difusa, que seria o arrasto de resíduos das ruas causado pelas chuvas recentes, que contribui para o escurecimento das águas que chegam à orla marítima.
Segundo o secretário de Agricultura e Meio Ambiente de Mongaguá, Alexandre Barril, foi realizada vistoria técnica no local na tarde de terça-feira (3), com acompanhamento de engenheiro ambiental, e não foi constatada presença de odor no momento da inspeção.
O secretário reforçou a análise, ao explicar que o fenômeno tem origem no rio Aguapeú, curso d’água conhecido pela coloração naturalmente escura, frequentemente comparada à tonalidade de refrigerante de cola.
Explicou ainda que, em situações nas quais há registro de cheiro forte, a equipe técnica faz verificações específicas para identificar se a origem está relacionada a esgoto ou à decomposição de matéria orgânica trazida pelo rio.
Em nota, a Sabesp informouque as redes de esgoto sob sua responsabilidade, no Balneário Vera Cruz, operam normalmente, com todo o volume coletado encaminhado corretamente à estação de tratamento.
Companhia destacou que o sistema é monitorado 24 horas, e que a ocorrência não tem relação com o sistema de esgotamento sanitário, estando vinculada ao sistema de drenagem urbana, cuja manutenção cabe à administração municipal.
Apesar do diagnóstico inicial apontar para causas naturais, a fiscalização ambiental do município e a Cetesb mantêm monitoramento da área. Prefeitura informou que, caso sejam identificadas irregularidades, as empresas, ou residências, responsáveis por descarte irregular serão autuadas imediatamente.