RESGATE ANIMAL

Gaivota sem um pé é resgatada no litoral sul de SP e passa por reabilitação

No mesmo dia do resgate da gaivota, um atobá com sinais de exaustão foi resgatado pelo Instituto Biopesca; ambas as aves passarão por reabilitação


Esther Zancan
Publicado em 12/08/2025, às 14h01

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Gaivota em reabilitação
Biopesca já atendeu casos de gaivotas com membros garroteados por petrechos de pesca - Reprodução/Instituto Biopesca


Uma gaivota (Larus dominicanus) foi resgatada por uma equipe do Instituto Biopesca, no dia 6 de agosto, em Mongaguá, no litoral sul de São Paulo. A ave foi encontrada com sinais de intoxicação alimentar,  lesão na asa esquerda e sem um pé.

No mesmo dia, só que desta vez em Praia Grande, um atobá (Sula leucogaster) fêmea, que aparentava sinais de exaustão, também foi resgatado pelo Biopesca. Ambas as aves são adultas.

De acordo com o instituto, durante o tratamento de estabilização das condições clínicas, as aves foram hidratadas e medicadas para que pudessem seguir para reabilitação no Instituto Gremar, em Guarujá. A transferência ocorreu nesta segunda-feira (11). No Gremar, as aves terão a atenção necessária para recuperar completamente a energia e a saúde e, assim, voltarem ao seu ambiente natural.



Atobá em reabilitação
Atobá foi encontrado com sinais de exaustão em Praia Grande - Reprodução/Instituto Biopesca

O Biopesca informou que este não foi o primeiro caso de gaivotas sem pé que o instituto recebeu. Já foram atendidos casos de gaivotas com membros garroteados por petrechos de pesca e sem o pé devido a esse tipo de lesão. Uma das explicações para a paciente atual  não ter um dos pés pode ser essa.

Biopesca

O Instituto Biopesca é uma das instituições executoras do Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos (PMP-BS), uma atividade desenvolvida para o atendimento de condicionante do licenciamento ambiental federal das atividades da Petrobras de produção e escoamento de petróleo e gás natural na Bacia de Santos, conduzido pelo Ibama.



Esse projeto tem como objetivo avaliar os possíveis impactos das atividades de produção e escoamento de petróleo sobre as aves, tartarugas e mamíferos marinhos, por meio do monitoramento das praias e do atendimento veterinário aos animais vivos e necropsia dos animais encontrados mortos.

O projeto é realizado desde Laguna, em Santa Catarina, até Saquarema, no Rio de Janeiro, sendo dividido em 15 trechos. O Instituto Biopesca monitora o Trecho 8, compreendido entre Peruíbe e Praia Grande. Para acionar o serviço de resgate de mamíferos, tartarugas e aves marinhas, vivos, mas debilitados, ou mortos, entre em contato pelo telefone 0800 642 3341 (horário comercial) ou pelo celular (13) 99601 2570 (24h, WhatsApp e chamadas a cobrar).

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