MOBILIZAÇÃO

Falta pouco: sua resposta pode concluir a pesquisa sobre o rio Itapanhaú, em Bertioga

Estudo busca entender como a população vê e interage com o maior rio de Bertioga; formulário é anônimo e leva cerca de cinco minutos para ser respondido

Rio Itapanhaú nasce na Serra do Mar e é o principal curso d’água da cidade - Gabriel Pacífico / CN
Rio Itapanhaú nasce na Serra do Mar e é o principal curso d’água da cidade - Gabriel Pacífico / CN


A pesquisa que investiga a percepção dos moradores de Bertioga sobre o rio Itapanhaú está perto da meta: 106 pessoas já responderam ao questionário, mas ainda faltam 18 participações, para que o levantamento atinja a validação estatística. O formulário é anônimo, leva cerca de cinco minutos para ser respondido e está disponível no link: https://forms.gle/jguCi2PuYcypaRBX6.

O estudo é conduzido pela pesquisadora Elizabeth de Fátima Correia, doutoranda em ciências ambientais pela Unesp, e pretende entender como a população vê e interage com o maior rio de Bertioga. O objetivo é identificar a percepção da comunidade sobre o rio Itapanhaú, para embasar propostas de transformação urbana e ambiental, como criação de parques lineares, áreas de lazer e espaços de educação ecológica.

O rio Itapanhaú nasce na Serra do Mar e percorre cerca de 50 quilômetros até desaguar no canal de Bertioga. É o principal curso d’água da cidade, essencial para o abastecimento, com captação feita pela Sabesp, pelo Sesc Bertioga e pela Riviera de São Lourenço. Ao mesmo tempo, recebe efluentes da estação de tratamento de esgoto da Sabesp e da usina de Itatinga, além de enfrentar intensa pressão urbana.



As águas do Itapanhaú também vêm sendo alvo de um projeto de transposição para abastecimento da Região Metropolitana de São Paulo, por meio do Sistema Produtor Alto Tietê, proposta que tem gerado controvérsias entre ambientalistas.

A pesquisa de Elizabeth faz parte de sua tese de doutorado, que segue diretrizes da Nova Agenda Urbana e dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). O trabalho prevê ainda oficinas, rodas de conversa e ciclos de palestras com a comunidade, como forma de integrar conhecimento técnico e saberes populares.

O prazo para participação vai até 10 de setembro. Caso não atinja o número mínimo de respostas, a data poderá ser prorrogada. A pesquisadora reforça: a contribuição da população é essencial para que o futuro de Bertioga seja construído com base em decisões justas, sustentáveis e participativas.



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