Depois de aparecer em Mongaguá, elefante-marinho fêmea foi resgatada pelo Instituto Gremar, em Bertioga; animal apresentava sinais de exaustão

Uma elefante-marinho (Mirounga leonina) que deu início a um “tour” pelo litoral de São Paulo, no dia 22 de julho, seguiu para reabilitação no Instituto Gremar. A ilustre visitante foi vista pela primeira vez descansando em uma praia de Mongaguá e começou a ser monitorada pelo Instituto Biopesca.
Quando foi avistada em Mongaguá, a elefante-marinho, com aproximadamente 3 metros, não tinha lesões aparentes e estava em boas condições físicas, de acordo com o Biopesca. No fim do dia, em 22 de julho, ela retornou ao mar e reapareceu no dia 23 de julho já em Bertioga, na praia do Indaiá, próximo ao posto dos bombeiros.
De acordo com o Gremar, o resgate ocorreu após um munícipe entrar em contato com o instituto, relatando a presença de um pinípede vivo na faixa de areia. Ao chegar no local, a equipe técnica realizou uma avaliação minuciosa do animal externamente e, embora ele estivesse alerta, apresentava sinais de exaustão consideráveis, mostrando-se não reativo ao manejo. Diante deste quadro inicial, o animal foi resgatado e encaminhado para o Centro de Reabilitação e Despetrolização de Animais Marinhos (CRD), em Guarujá. Veja como foi o resgate:
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Os elefantes-marinhos são animais do grupo dos pinípedes, do qual fazem parte os lobos-marinhos (que já foram registrados diversas vezes no litoral centro-sul de São Paulo), leões marinhos, focas e morsas. Essa espécie, em particular, vive nas águas geladas de mares sub-antárticos e se reproduzem em ilhas dessa região e também da Argentina.

Seu nome popular deve-se ao fato de os indivíduos machos adultos possuírem uma proeminência nas narinas, chamada probóscide, que lembra a tromba dos elefantes.