AJUDA AMBIENTAL

Baleia no estuário de Santos: Polícia Ambiental pede ajuda para localizar animal

Filhote de baleia-jubarte é procurado por equipes do Policiamento Marítimo desde o dia 17; autoridades pedem que novos avistamentos sejam comunicados imediatamente

Baleia no Porto de Santos: Polícia Ambiental pede ajuda para localizar animal
Operação busca baleia para auxiliar sua saída do canal do porto de Santos e reduzir os riscos à espécie - Reprodução/Redes Sociais/Herman Junior


As equipes que monitoram a baleia-jubarte avistada no estuário santista seguem mobilizadas na tentativa de localizar o animal e auxiliar seu retorno ao mar aberto. Nesta semana, a Polícia Militar Ambiental reforçou o pedido para que navegadores, pescadores e frequentadores da região comuniquem imediatamente qualquer novo avistamento.

O filhote de baleia foi visto pela primeira vez na quarta-feira (17); equipes do Policiamento Marítimo procuram por ele, em operação que envolve a Autoridade Portuária, empresas que atuam no complexo portuário e outros usuários da área de navegação.

Segundo a Polícia Militar Ambiental, o objetivo é identificar a localização exata do cetáceo para fazer o balizamento e orientar sua saída da região portuária.



A Polícia Militar Ambiental, por meio do Policiamento Marítimo, informa que continuamos as buscas da baleia jubarte que se encontra no canal de Santos. Estamos em contato com a Autoridade Portuária e outras empresas do porto e outros navegantes que frequentam aquele local para localizar o animal e fazer o seu balizamento para fora do porto", informou a corporação.

A polícia também pede que qualquer informação sobre a presença do animal seja comunicada imediatamente às equipes que atuam na ocorrência. "Qualquer informação que vocês tiverem, por favor ligar para o 190, que a equipe já se encontra pelo local e nos ajudará, inclusive com imagens, para retirar o animal deste risco que ele está correndo dentro do porto", acrescentou.

Operação acompanha baleia desde o primeiro avistamento

A presença da baleia levou a Capitania dos Portos de São Paulo a adotar medidas preventivas para reduzir os riscos ao animal e à navegação. Entre elas, está a redução temporária da velocidade máxima permitida no canal, que passou de 9 para 8 nós.

Desde o primeiro registro, equipes da Polícia Militar Ambiental e da Capitania dos Portos monitoram a movimentação do cetáceo. Um dos principais desafios é localizar o animal, que pode permanecer submerso por até 20 minutos e reaparecer em diferentes pontos do estuário.



No último fim de semana, turistas registraram imagens de uma baleia saltando nas proximidades da boia 8, próximo ao terminal de combustíveis da Petrobras. Especialistas ainda não confirmaram se o animal filmado era o mesmo filhote monitorado pelas autoridades.

Permanência no canal preocupa especialistas

Além do intenso tráfego de embarcações, a permanência prolongada da baleia no estuário preocupa especialistas por causa das condições diferentes das encontradas em mar aberto.

O capitão Herman Júnior, dos Grupos Mayday e do Portal Náutico iNavigate, explicou anteriormente que o canal apresenta ruídos constantes de embarcações, água mais turva, estruturas submersas e escassez de alimento, fatores que podem provocar estresse, desorientação e desgaste energético no animal.



A orientação para navegadores e pescadores é manter distância segura caso a baleia seja avistada e informar imediatamente as autoridades, evitando qualquer tentativa de aproximação ou interação com o cetáceo.

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