MIGRAÇÃO

Visitas especiais: litoral norte se prepara para temporada de pinguins

Pinguins passam pelo litoral norte ao procurar alimentos e águas mais quentes; Instituto Argonauta orienta banhistas em casos de avistamentos

Estéfani Braz
Publicado em 09/07/2024, às 20h32 - Atualizado às 22h20

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Pinguim encontrado no litoral norte em 2021 - Divulgação/Instituto Argonauta
Pinguim encontrado no litoral norte em 2021 - Divulgação/Instituto Argonauta

O litoral norte de São Paulo é rota de passagem para várias espécies de animais marinhos, que costumam atrair a atenção de visitantes. Além da passagem de cetáceos, desde maio, a região tem recebido a visita de pinguins-de-magalhães (Spheniscus magellanicus). No período, foram registrados 43 animais da espécie nas praias do litoral norte paulista. 

Segundo o Instituto Argonauta, entre os resgatados, 24 pinguins estavam vivos, e 19, foram encontrados mortos. Atualmente, a Unidade de Estabilização de São Sebastião e o Centro de Reabilitação e Despetrolização de Ubatuba trabalham na recuperação de 11 pinguins.

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Durante o período de outono e inverno, os animais migram das águas da Patagônia, na Argentina, em direção ao sudeste brasileiro em busca de alimentos e águas mais quentes. 

O encontro de pinguins nas praias é comum durante esta época porque, durante o trajeto, os mais jovens se perdem.  O oceanólogo Hugo Gallo Neto, diretor do Aquário de Ubatuba e presidente do Instituto Argonauta, explicou que os meses de junho a setembro são de temporada de pinguins na região. “Durante todos esses anos de atuação do Instituto Argonauta, constatamos que os pinguins que chegam aqui, em sua grande maioria, são animais jovens, e por serem a primeira migração, eles se perdem do grupo. Muitos chegam debilitados, exaustos, desnutridos e com algumas doenças adquiridas no percurso”.

A coordenação regional do Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos (PMP-BS) contabilizou que, no mesmo período no ano passado, foram registrados 23 animais.  O total de ocorrências em 2023 foi de 426. 

O Instituto Argonauta atende as ocorrências e reabilita pinguins desde o ano de 2012. O trabalho é uma continuidade à reabilitação realizada pelo Aquário de Ubatuba desde 1996. Até hoje, já foram atendidas, no litoral norte, mais de 3.000 ocorrências de pinguins-de-magalhães, entre animais vivos e mortos.

Orientações à população ao encontrar pinguim: 

  • Não toque no animal: mantenha distância para evitar estresse ou ferimentos adicionais, e não manuseie carcaças;
  • Entre em contato imediatamente com o PMP-BS/Instituto Argonauta, pelo telefone 0800 642 3341;
  • Proteja o pinguim: se possível, improvise uma sombra e afaste animais domésticos para mantê-lo seguro até a chegada da equipe. 

Instituto Argonauta

O Instituto Argonauta atende as ocorrências e reabilita pinguins desde o ano de 2012, em continuidade ao trabalho de reabilitação realizado pelo Aquário de Ubatuba desde 1996. Até hoje já foram atendidas em nossa região mais de 3000 ocorrências de Pinguins-de-Magalhães, entre animais vivos e mortos. Sobre o Instituto Argonauta O Instituto Argonauta foi fundado em 1998 pela Diretoria do Aquário de Ubatuba e reconhecido em 2007 como Oscip (Organização da Sociedade Civil de Interesse Público).

O Instituto  objetiva a conservação do Meio Ambiente, em especial dos ecossistemas costeiros e marinhos. Para isso, apoia e desenvolve projetos de pesquisa, resgate e reabilitação da fauna marinha, educação ambiental e resíduos sólidos no ambiente marinho, entre outras atividades. O Instituto Argonauta também é uma das instituições executoras do Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos (PMP-BS). 

Sobre o PMP-BS 

O Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos (PMP-BS) é uma atividade desenvolvida para o atendimento de condicionante do licenciamento ambiental federal das atividades da Petrobras de produção e escoamento de petróleo e gás natural na Bacia de Santos, conduzido pelo Ibama. Esse projeto avalia os possíveis impactos das atividades de produção e escoamento de petróleo sobre as aves, tartarugas e mamíferos marinhos, por meio do monitoramento das praias e do atendimento veterinário aos animais vivos e necropsia dos animais encontrados mortos. O projeto é realizado desde Laguna/SC até Saquarema/RJ,  dividido em 15 trechos. O Instituto Argonauta monitora o Trecho 10, compreendido entre São Sebastião e Ubatuba.

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