David Bennett faleceu aos 57 anos em março; um dia antes da operação ele disse ‘era morrer ou fazer esse transplante e eu quero viver’

O médico cirurgião de transplantes da Universidade de Maryland, Bartley Griffith, afirmou à comunidade científica em abril, durante um evento nos Estados Unidos, que o coração do homem que recebeu transplante de porco estava com vírus suíno.
A comunidade médica permanece com este enigma para resolver desde que David Bennett, de 57 anos, morreu em março. “Estamos começando a entender por que ele faleceu", reforçou Bartley.
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O médico ressalta que um teste realizado indicou a presença do vírus 20 dias após o transplante, no entanto, em nível ‘tão baixo’ que foi descartado na época como ‘um erro de laboratório’.
Apenas depois de mais de um mês, após a realização do procedimento inédito, os testes revelaram um aumento do vírus. A empresa responsável pelo procedimento de David, Revivicor, se recusou a comentar o caso.
Um dia antes de realizar o transplante, David afirmou que ‘era morrer ou fazer o transplante’ e reforçou sobre querer viver. Meses antes do procedimento acontecer, David ficou na cama ligado a uma máquina de suporte à vida.
Modificação genética
O porco usado para doar o coração passou por uma técnica de modificação genética realizada pela empresa de biotecnologia Revivicor. O coração doado estava em uma máquina de preservação antes da cirurgia. A equipe ressalta que também usou um novo medicamento, composto experimental, junto com outras substâncias convencionais para suprimir o sistema imunológico de David e impedir a rejeição do ‘novo’ coração.