Ação do Instituto Elos reúne voluntários de diferentes países e moradores, para reformar espaços públicos; projeto completa 27 anos de história

Voluntários de diversos países desembarcaram no litoral paulista para uma missão de impacto social. No bairro do Paquetá, em Santos, o programa Guerreiros Sem Armas, promovido pelo Instituto Elos, uniu interessados em revitalizar espaços públicos por meio do trabalho coletivo.
Ação retoma um marco importante para a comunidade. Há 24 anos, a primeira grande reforma da praça local ocorreu sob a liderança de Samara Faustino, ex-presidente da associação de bairro, já falecida. Hoje, a filha dela, Nay Faustino, dá continuidade ao legado da mãe.
É uma responsabilidade muito grande. O que tentamos construir aqui hoje segue os passos dela. Vimos a necessidade de refazer essa ação depois de todo esse tempo", relata a representante comunitária.
A metodologia do projeto, que completa 27 anos de história e atua em diversos países, baseia-se na escuta ativa. O cofundador e diretor do Instituto Elos, Rodrigo Rubido, explica que a equipe não impõe propostas prontas à população.
"Nós construímos o projeto junto com as pessoas. É o que elas determinam que é importante para apoiar os sonhos para o seu lugar", detalha o diretor.
As frentes de trabalho no Paquetá incluem a reforma do parquinho, plantio de uma horta e melhorias no campinho de futebol, com a ajuda ativa de jovens como Pietra Valentina, participante do programa Geração.
O intercâmbio cultural enriquece a experiência no litoral de São Paulo. A participante do projeto Aysha Siddiqu, que viajou de Bangladesh para integrar a iniciativa, destaca o acolhimento dos santistas.
Nosso objetivo não é mudar tudo, mas mostrar que a mudança é possível por meio de pequenas ações. Fui acolhida com muito carinho e generosidade, mesmo com a barreira do idioma", conta.
Além das obras físicas, a mobilização joga luz sobre as necessidades da região. Moradores lembram que muitas famílias da comunidade vivem em cortiços, pagam aluguel e batalham diariamente, o que demanda mais atenção do poder público. A troca de conhecimentos fortalece o protagonismo local e impulsiona novas conquistas para o bairro.