Método caseiro chama atenção, mas orientações de órgãos de saúde mostram o que realmente importa na hora de evitar riscos na cozinha

Você já ouviu falar no truque da moeda no congelador e ficou em dúvida se funciona mesmo? A técnica tem circulado nas redes sociais e consiste, de forma simples, em colocar uma moeda sobre uma camada de gelo antes de ficar dias fora de casa.
Basicamente, o truque revela que, ao voltar, se a moeda estiver afundada no gelo, pode ser sinal de que o congelador descongelou em algum momento e que os alimentos podem ter sido comprometidos. Se a moeda permanecer no topo, a indicação é de que os produtos continuaram congelados e seguros.
No Brasil, a orientação sobre conservação adequada de alimentos é regulamentada por órgãos como a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
Agência estabelece regras de boas práticas para serviços de alimentação por meio da RDC nº 216/2004, que determina controle rigoroso de tempo e temperatura como forma de prevenir doenças transmitidas por alimentos.
Congelamento deve manter os produtos em temperaturas iguais ou inferiores a - 18 °C, condição que inibe a multiplicação de microorganismos.
Além disso, o Ministério da Saúde destaca, no Manual Integrado de Prevenção e Controle de Doenças Transmitidas por Alimentos, que a manutenção da cadeia de frio é medida essencial para evitar a multiplicação de microorganismos.
Documento orienta que alimentos perecíveis devem permanecer sob refrigeração, ou congelamento contínuo, pois temperaturas acima de 5 °C favorecem a proliferação bacteriana e elevam o risco de contaminação.
A moeda pode servir como alerta visual, mas não substitui controle adequado de temperatura e boas práticas de armazenamento.
Recurso não mede com precisão o tempo em que o alimento ficou exposto a temperaturas inadequadas. Oscilações rápidas ou variações menores podem não ser percebidas apenas com a posição da moeda.
Com ou sem truque caseiro, as recomendações oficiais seguem a mesma linha:
No fim das contas, o truque da moeda pode funcionar como sinal de atenção, mas não deve ser o único critério para decidir se é seguro consumir alimentos congelados após ausência prolongada, ou interrupção de energia.