FINANÇAS

Saiba como utilizar o crédito com estratégia para evitar endividamento

Assessora Juliana Lima alerta sobre os perigos dos juros compostos nas dívidas e orienta sobre o corte de despesas em três camadas


Redação
Publicado em 11/06/2026, às 09h07

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Saiba como utilizar o crédito com estratégia para evitar o endividamento
Planejamento financeiro auxilia na administração correta das finanças - Pexels/Daniel Dan


O equilíbrio financeiro na administração de despesas domésticas representa um desafio diário para muitas pessoas. Para orientar sobre a escolha correta dos recursos financeiros, a assessora de investimentos Juliana Lima detalha estratégias essenciais para lidar com o crédito e controlar o endividamento sem perder a tranquilidade.

De acordo com Juliana, o crédito não funciona como vilão nem como 'mocinho', mas sim, como uma ferramenta de planejamento. A utilização estratégica antecipa oportunidades, enquanto as decisões por impulso comprometem a renda futura. O recurso consiste no uso de dinheiro de terceiros para pagamento posterior, por meio de cartões, cheque especial, empréstimos ou financiamentos.

A assessora aponta que o crédito possui utilidade em cenários bem específicos:



  • Resolução de emergências graves;
  • Geração de valor, por meio de cursos ou ferramentas de trabalho;
  • Oportunidades reais com vantagens financeiras comprovadas.

O impacto dos juros compostos

A compreensão exata do sistema de crédito exige atenção à incidência de taxas. No modelo de juros simples, o consumidor paga o encargo apenas sobre o valor inicial. Já os juros compostos, aplicados regularmente pelas instituições financeiras, cobram sobre o montante acumulado, no formato de juros sobre juros.

Juliana Lima explica a diferença na rotina financeira:

Nos investimentos, os juros compostos trabalham ao nosso favor. Nas dívidas, contra a gente. Eu sempre costumo dizer, né? Juros compostos é a oitava maravilha do mundo. Ou a gente paga ou a gente recebe."

Custo efetivo total

A análise de um contrato de crédito demanda atenção ao custo efetivo total (CET), em vez da verificação isolada do valor da parcela. O indicador reúne juros, tarifas e impostos da operação financeira. Muitas taxas anunciadas como baixas escondem encargos adicionais. Diante da falta de clareza sobre o CET, a orientação da assessora é desconfiar da proposta.



O planejamento financeiro reduz o custo de aquisição de bens. Quem financia um veículo antecipa a posse do bem, mas arca com encargos elevados. Por outro lado, o cidadão que poupa acumula rendimentos a seu favor e garante poder de barganha para uma negociação à vista.

Sinais de alerta contra golpes

Certos comportamentos no orçamento familiar acendem um sinal de alerta. O cheque especial funciona exclusivamente como socorro emergencial e nunca deve integrar a renda mensal fixa.

O uso rotativo do cartão de crédito exige substituição imediata por parcelamentos negociados com juros menores. Além disso, propostas de crédito pré-aprovado fácil e ofertas de instituições não autorizadas representam armadilhas de golpes financeiros.



Para quem já enfrenta o endividamento, a assessora de investimentos recomenda um plano estruturado de ação. O processo inicia com o mapeamento completo dos credores, valores totais, prazos de quitação e taxas incidentes. O consumidor deve interromper a contratação de novas dívidas e focar na renegociação ou na troca de contratos caros por opções mais baratas.

A reestruturação do orçamento doméstico envolve o corte de despesas. Segue a lista com as fases de economia indicadas pela assessora:

  • Eliminar os desperdícios invisíveis;
  • Reduzir os gastos supérfluos da rotina;
  • Otimizar os custos necessários de sobrevivência.

A busca por renda extra temporária também acelera a saída da inadimplência. Juliana reforça que o cumprimento rigoroso dos acordos e das datas estabelecidas impede o crescimento dos débitos, pois a disciplina remove os obstáculos do caminho. O planejamento estruturado, e não o crédito, assegura a tranquilidade e a retomada dos sonhos familiares.



* Com informações de Juliana Lima, para o quadro Papo de Finanças, do Jornal Litoral, da TV Cultura Litoral.

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