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Sabesp e prefeitura criam comitê de crise por falta de água em Guarujá; moradores protestam

Administração municipal e a companhia de saneamento uniram esforços para priorizar o envio de caminhões-pipa e acelerar a obra definitiva


Redação
Publicado em 06/08/2026, às 11h01

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Moradores protestando em frente ao Paço Municipal
Moradores cobram solução durante protesto em frente ao paço municipal - Reprodução/TV Cultura Litoral e Vale


A escassez de água no Guarujá levou dezenas de moradores a protestarem em frente ao paço municipal. Para tentar solucionar o problema histórico, agravado pela estiagem no litoral de São Paulo, o prefeito Farid Madi se reuniu com representantes da Sabesp e da Agência Reguladora de Serviços (ARS).

O encontro resultou na criação de um comitê de crise conjunto para gerenciar a distribuição estratégica da frota de caminhões-pipa.

A população reclama que a falta d'água, antes restrita à alta temporada, virou um obstáculo diário. O comerciante Edinaldo Silva afirma que o envio anterior de veículos emergenciais não atendia os cerca de 300 mil habitantes da cidade.



"Têm bairros aí com um mês sem água. As pessoas estão comprando galão, senão não sobrevivem", desabafa. O microempresário André Luiz França relata que a pressão nas tubulações diminuiu drasticamente nos últimos dois anos.

O diretor-presidente da Sabesp, Carlos Augusto Leone Piani, reconheceu a gravidade do cenário e traçou um prazo. A normalização depende da conclusão da travessia subaquática Santos-Guarujá, em fase final, que ligará o sistema de Cubatão ao distrito de Vicente de Carvalho.

"A gente trabalhou muito duro para terminar (a obra) no horizonte de um ano. Ela está um pouquinho atrasada em função de um problema geológico", explica o executivo. A previsão é que a intervenção termine em até 40 dias e injete mais 500 litros de água por segundo na rede.



O presidente da Agência Reguladora de Serviços (ARS), Diego Allan Vieira, garante que o órgão intensificará a fiscalização para cobrar agilidade nos trabalhos.

Investimentos e operação reforçada

Para transformar a segurança hídrica da cidade, a Sabesp informou que executa o maior conjunto de obras já feito no município, com aporte de R$3,6 bilhões previsto entre 2026 e 2029. Nos últimos meses, a companhia implantou uma nova adutora para o reservatório R1 e instalou 20 quilômetros de redes de reforço nos bairros Jardim Boa Esperança, Itapema e Pae Cará.

Outro pilar do sistema é o reservatório Morrinhos, capaz de armazenar 10 milhões de litros de água tratada para reforçar o fornecimento nas regiões de Morrinhos, Jardim Brasil, Ciro Alves, Vila Zilda e Vila Edna. Segundo a empresa, um programa de contenção de vazamentos na cidade já poupa 6,5 milhões de litros diários.



Enquanto a travessia subaquática não entra em operação, a Sabesp duplicou o volume de água distribuído por meio de caminhões-pipa, com 209 mil litros por ciclo. O comitê de gestão atuará para priorizar os bairros mais críticos e os serviços essenciais.

Em caso de emergência, os moradores devem contatar os canais oficiais da companhia: telefone 0800 055 0195, WhatsApp (11) 3388 8000 e a Agência Virtual no site oficial.

*Com informações da jornalista Letícia Sanvez, para o Jornal Litoral, da TV Cultura Litoral e Vale



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