MEIO AMBIENTE

Recifes artificiais: como funcionam as barreiras submersas contra o avanço do mar em Santos

Projeto de geobags prevê ampliação até o canal 4, na Ponta da Praia, Aparecida e Embaré; Cetesb avalia licenciamento ambiental


Redação
Publicado em 23/07/2026, às 16h30

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Foto de geobags contra o avanço do mar, em Santos
Estruturas submersas em geotêxtil atuam na diminuição da força das ondas - Imagem ilustrativa/Francisco Arrais/Prefeitura de Santos


A ampliação do sistema de barreiras submersas, para conter o avanço do mar e a erosão costeira em Santos, litoral paulista, aguarda fase de análise ambiental. A Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) avalia a consulta sobre a competência para o licenciamento das obras de expansão dos chamados geobags.

A intervenção será custeada e executada pela Autoridade Portuária de Santos (APS), em complemento ao projeto-piloto implantado em 2018 pela prefeitura de Santos, em parceria com a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). A iniciativa atua para reduzir a energia das ondas e aumentar a retenção de areia na orla.

Ampliação do projeto

Atualmente, o projeto-piloto conta com uma barreira submersa em formato de "L" com mais de 500 metros de extensão, situada entre o Aquário Municipal e a ponte Edgard Perdigão. A estrutura apresentou alterações de recalque do solo, condição já prevista pelas características do terreno em Santos, e a Unicamp elaborou os projetos de reforma e expansão.



A proposta prevê estender o sistema pelas praias da Ponta da Praia, Aparecida e Embaré, com alcance nas imediações do canal 4. A medida faz parte de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) firmado entre a APS e o Ministério Público Federal (MPF).

Como funcionam as barreiras

Os geobags são estruturas confeccionadas em geotêxtil de alta resistência mecânica e preenchidas com areia. Instaladas sob a água, elas funcionam como recifes artificiais de baixa cota e promovem a dissipação gradual da força das ondas antes de atingirem a faixa de areia.

De acordo com a APS, a solução reduz a velocidade das correntes marítimas, cria um ambiente favorável ao acúmulo de sedimentos e minimiza os impactos visuais por permanecer submersa. O projeto de expansão também se integra aos estudos para o aprofundamento do canal de navegação do porto de Santos.



Antes de acionar a Cetesb, a APS consultou o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), que indicou que o licenciamento não cabe à esfera federal, recomendando o encaminhamento ao órgão estadual. Após a definição da licença ambiental, a APS iniciará a contratação da empresa responsável pela execução das obras no município.

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