Profissional faleceu em Brasília (DF), onde tratava um câncer; até a publicação da matéria, não há informações sobre velório e sepultamento

O jornalista santista Carlos Monforte morreu aos 77 anos, nesta segunda-feira (31), em Brasília (DF). O profissional tratava um câncer na capital federal.
Formado em jornalismo pela Universidade Católica de Santos (Unisantos) em 1972, Monforte iniciou a carreira em sua cidade natal, no jornal A Tribuna.
Em seguida, mudou-se para São Paulo, onde trabalhou no jornal O Estado de São Paulo até 1978. No mesmo ano, ingressou como repórter da TV Globo na capital paulista.
Três anos depois, em 1981, assumiu a bancada como âncora do telejornal Bom Dia São Paulo.
Um dos pontos altos da carreira ocorreu em 1983, quando estreou como o primeiro apresentador do telejornal Bom Dia Brasil.
Ele permaneceu na função até 1992, época em que assumiu o posto de repórter especial do Jornal da Globo.
Ainda em 1992, deixou a emissora para atuar como assessor do departamento de comunicação da Confederação Nacional da Indústria (CNI).
O retorno à Globo ocorreu no final da década de 1990. Em sua segunda passagem pela TV Globo, Monforte atuou como editor e apresentador do Bom Dia DF, em Brasília. Em 2001, passou a coordenar e apresentar telejornais na GloboNews, também na capital federal.
Monforte saiu da emissora em 2016.
Até a publicação desta matéria, não há informações divulgadas sobre o velório e o sepultamento.
A segunda passagem do jornalista pela emissora foi marcada por um dos casos mais emblemáticos do jornalismo político brasileiro.
Em 1º de setembro de 1994, Monforte e o então ministro da Fazenda, Rubens Ricupero, que eram cunhados, conversam nos bastidores de uma entrevista para o Jornal da Globo.
Uma falha na transmissão por satélite da emissora fez com que o diálogo fosse captado por quem recebia o sinal pelas antenas parabólicas.
O tema da conversa era a estratégia para a campanha eleitoral de 1994, focada na candidatura de Fernando Henrique Cardoso (FHC).
Entre as falas, a mais marcante foi quando Ricupero (então ministro da Fazenda) declarou: “Eu não tenho escrúpulos. O que é bom a gente fatura, o que é ruim a gente esconde”.
O episódio fez o ministro pedir demissão no dia seguinte.