POLÍCIA

Quadrilha que sequestrava corretores é presa em Santos

Três homens foram detidos durante a Operação Colibri; investigação aponta que o grupo utilizava o mesmo veículo para abordar as vítimas

Foto de integrante da quadrilha sendo preso
Três suspeitos foram presos durante a Operação Colibri, que investiga sequestros de corretores de imóveis em Santos e São Vicente - Reprodução/Polícia Civil


A Polícia Civil prendeu três homens suspeitos de integrar uma quadrilha envolvida em sequestros de corretores de imóveis na Baixada Santista. As prisões aconteceram na quinta-feira (27), em Santos, durante a Operação Colibri, conduzida pela Delegacia de Homicídios do município. Segundo a investigação, o grupo utilizava o mesmo carro para abordar as vítimas.

Os suspeitos foram encontrados no bairro Marapé. O veículo apontado como utilizado nos crimes também foi apreendido. A investigação começou após o sequestro de um corretor de 69 anos, ocorrido em 7 de agosto, em São Vicente. A vítima visitava um imóvel na Vila Cascatinha quando foi abordada por criminosos armados e levada para um cativeiro no Guarujá.

O homem conseguiu fugir durante a madrugada seguinte e recebeu ajuda de um morador no bairro Morrinhos. Ele estava ferido e precisou de atendimento médico. A partir desse caso, os investigadores identificaram quatro pessoas que teriam participado da ação. Entre os presos está o suspeito apontado como responsável por escolher as vítimas e coordenar o grupo. Outro seria o motorista do veículo usado nos crimes, enquanto o terceiro teria permanecido no cativeiro durante o primeiro sequestro.

A polícia também relacionou os investigados ao sequestro de outro corretor, ocorrido na segunda-feira (24), em Santos. A vítima estava em um plantão de vendas quando foi abordada de maneira semelhante. O grupo tentou levá-la para um cativeiro, mas não conseguiu porque os policiais já haviam localizado e inutilizado o esconderijo. Ainda assim, os criminosos tentaram realizar transferências bancárias e empréstimos fraudulentos.

De acordo com a Polícia Civil, os suspeitos deverão responder por extorsão mediante sequestro, extorsão qualificada, roubo qualificado e associação criminosa. A investigação continua para identificar outras pessoas que possam ter participado do esquema, incluindo responsáveis por contas bancárias que teriam sido utilizadas para receber valores das extorsões.

O principal alvo da operação, segundo a polícia, possui antecedentes por roubos, furtos e estelionato e já era procurado por outras unidades policiais. As autoridades estimam que, somadas, as penas relacionadas aos crimes investigados possam chegar a cerca de 100 anos de prisão.



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