Dramaturgo enfrentava doença de Parkinson e estava internado no Rio de Janeiro; velório é restrito à família neste domingo (11)

O Brasil se despede de um dos maiores nomes de sua teledramaturgia. O autor Manoel Carlos, carinhosamente conhecido como Maneco, morreu no sábado (10), aos 92 anos, no Rio de Janeiro. A morte foi confirmada pela produtora Boa Palavra e pela família do escritor.
O dramaturgo estava internado no hospital Copa Star, em Copacabana, onde realizava tratamento contra a doença de Parkinson.
O corpo de Manoel Carlos é velado na tarde deste domingo (11), no Rio, em cerimônia fechada, restrita apenas à família e amigos íntimos. Em nota, os familiares agradeceram o carinho e solicitaram respeito e privacidade neste momento delicado.
Embora tenha nascido em São Paulo (14 de março de 1933), Manoel Carlos sempre se considerou um "carioca de coração". Suas novelas ficaram marcadas por transformar o bairro do Leblon e o Rio de Janeiro em verdadeiros personagens, além de abordar conflitos familiares profundos.
Sua marca registrada foi a criação das "Helenas": protagonistas fortes, geralmente mães, cujo amor pelos filhos superava qualquer desafio. O ciclo iniciou em Baila Comigo (1981) e seguiu até a novela, Em Família (2014).
Entre seus maiores sucessos na TV Globo, destacam-se:
Além das novelas, ele foi responsável por séries como Malu Mulher (1979), Presença de Anita (2001) e Maysa: Quando Fala o Coração (2009).
Manoel Carlos deixa duas filhas: a atriz Júlia Almeida e a roteirista Maria Carolina. O autor enfrentou tragédias pessoais ao longo da vida, com a morte de três filhos: o ator Ricardo de Almeida (1988), o diretor Manoel Carlos Júnior (2012) e o estudante Pedro Almeida (2014).
Ele estava aposentado desde 2014 e vivia recluso com a família.