PARALIZAÇÃO

Greve no porto de Santos segue por tempo indeterminado; entenda o motivo

Sem previsão de fim, mobilização no viaduto da Alemoa afeta trânsito, mas operações portuárias ocorrem normalmente nesta segunda-feira (13)

Greve no Porto de Santos segue por tempo indeterminado; entenda o motivo
Caminhoneiros autônomos se concentram no viaduto Paulo Bonavides, na Alemoa, em Santos - Sindicam-Santos


A greve dos caminhoneiros autônomos paralisou o maior porto da América Latina e continua por tempo indeterminado no litoral de São Paulo. A mobilização pressiona o Senado Federal a votar a Medida Provisória (MP) 1.343, que trata da fiscalização do piso mínimo do frete. Até o momento, não há previsão para o fim do movimento.

O presidente do Sindicato dos Caminhoneiros Autônomos da Baixada Santista (Sindicam), Luciano Santos, explicou que a categoria aguarda desde o início do mês a análise da proposta pelos senadores. O dirigente afirmou que a MP é considerada essencial para os transportadores autônomos e criticou a demora na inclusão do texto na pauta de votação.

A Câmara dos Deputados aprovou a MP 1.343 em junho e, agora, a proposta depende da análise do Senado. O presidente da Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Automotores (Abrava), Wallace Landim, conhecido como Chorão, publicou nas redes sociais que a categoria recebeu a sinalização de que a votação poderia ocorrer nesta terça-feira (14), mas não há confirmação oficial.



Na Baixada Santista, o ato ocorre no viaduto Paulo Bonavides, na Alemoa, um dos principais acessos terrestres ao porto de Santos. O sindicato orienta os caminhoneiros autônomos a não aceitarem novos fretes, enquanto aguardam uma definição sobre a tramitação da medida.

A Autoridade Portuária de Santos (APS) informou que acompanha a mobilização e destacou que as operações no complexo portuário ocorrem normalmente. Segundo a administração do porto, não há registro de impactos nas atividades nem bloqueios nas vias internas. Apenas no início desta manhã de segunda-feira (13) houve um bloqueio parcial no acesso ao porto por menos de uma hora; os manifestantes liberavam a passagem de veículos mediante solicitação.

A Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) de Santos registrou lentidão na região da Alemoa durante o ato. Agentes municipais e equipes da Polícia Militar acompanham a manifestação para garantir a segurança e a fluidez do trânsito.



A prefeitura de Santos comunicou que recebeu aviso prévio do sindicato sobre a mobilização pacífica e prestou apoio para a manutenção da ordem pública. Até o momento, o Senado Federal não informou oficialmente se a MP 1.343/2026 será incluída na pauta de votações prevista para os próximos dias.

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