PARALIZAÇÃO NA BAIXADA

Greve dos caminhoneiros pode afetar Porto de Santos a partir desta segunda (13)

Categoria reivindica a votação de medida provisória sobre o piso mínimo do frete; mobilização prevê suspensão de novos transportes de carga no porto

Caminhoneiros anunciam paralisação no Porto de Santos
Caminhoneiros prometem concentração no Viaduto da Alemoa - Foto: Divulgação/Porto de Santos


Os caminhoneiros autônomos planejam iniciar uma paralisação total nesta segunda-feira (13) no Porto de Santos, no litoral de São Paulo. Organizado pelo Sindicato dos Caminhoneiros Autônomos da Baixada Santista (Sindicam-Santos), o movimento busca pressionar o Senado Federal a votar a Medida Provisória (MP) 1.343/2026. A regra trata da fiscalização do piso mínimo do frete e perde a validade nesta semana se os parlamentares não a avaliarem.

A mobilização é nacional e orienta os motoristas a não aceitarem novos fretes a partir da 0h deste domingo (12). Na Baixada Santista, a paralisação deve seguir até quarta-feira (15), com concentração no Viaduto da Alemoa, principal acesso terrestre ao maior complexo portuário da América Latina. A entidade recomendou que os profissionais a caminho do Porto de Santos permaneçam em casa ou em locais seguros e evitem deslocamentos desnecessários durante a greve.

Piso mínimo e custos

A categoria considera a aprovação da medida essencial para garantir a política de piso mínimo e ampliar a fiscalização sobre o transporte rodoviário. Os caminhoneiros argumentam que a remuneração atual não acompanha o aumento dos custos operacionais, principalmente do diesel, e defendem mais proteção econômica para os profissionais.



A urgência do movimento ocorre por causa do prazo de vigência da MP. Se o Senado não votar o texto até a próxima terça-feira (14), ele perderá a validade, e o governo precisará reiniciar todo o processo legislativo

Pressão no Senado

Até o momento, o Senado Federal não informou oficialmente se a MP 1.343/2026 será incluída na pauta de votações prevista para os próximos dias. As lideranças do movimento afirmam que manterão a mobilização até que haja uma definição sobre a tramitação da proposta. 

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