Apesar de não ser visível do Brasil, eclipse será transmitido pelo YouTube do Observatório Nacional; veja como acessar e quando o fenômeno ocorre

No próximo domingo, dia 7 de setembro, ocorrerá um eclipse total da Lua, o mais longo do ano, com duração da fase total de 1 hora e 22 minutos. O eclipse será visto em todas as suas fases (penumbral, parcial e total) na metade oeste da Austrália, parte central da Europa e da Ásia, extremo leste da África e Antártida.
Segundo o Observatório Nacional, outras regiões do mundo verão somente as partes parciais ou penumbrais, seja anteriores ou posteriores ao eclipse total: leste da Ásia e da Austrália, África e leste da Europa.
No Brasil, o eclipse da Lua não será visto nem como total e nem como parcial. Será visto somente como penumbral depois do eclipse total, com a Lua nascendo, e somente no extremo leste do Brasil. Entretanto, durante o eclipse penumbral não se percebe diferença na luminosidade da Lua.
O Observatório Nacional vai retransmitir ao vivo, em seu canal no YouTube, imagens do eclipse captadas em regiões onde o fenômeno poderá ser visto na íntegra. A transmissão terá início às 12h (horário de Brasília) do dia 7 de setembro.
No horário de Brasília, os horários das etapas do eclipse serão os seguintes:
De acordo com a Drª. Josina Nascimento, astrônoma e gestora da Divisão de Comunicação e Popularização da Ciência, do Observatório Nacional, os eclipses lunares ocorrem quando a Lua entra na sombra da Terra. Essa sombra é dividida em duas partes: a umbra, que é completamente escura por não receber luz solar direta, e a penumbra, que ainda recebe alguma iluminação do Sol. Quanto mais “perfeito” é o alinhamento entre Sol, Terra e Lua, maior é a duração do eclipse total.

Quando a Lua entra na penumbra, temos o eclipse penumbral, e quando entra na umbra, temos o eclipse parcial. Quando a Lua está totalmente dentro da umbra, ocorre o eclipse total. Todo eclipse total passa pelas fases penumbral e parcial antes e depois da fase total. Após o eclipse total há novo eclipse parcial e novo eclipse penumbral, pois a a Lua estará saindo da sombra da Terra”, explicou a astrônoma.
O ponto alto será a fase total, quando a Lua ficará totalmente imersa na sombra da Terra e adquirirá a coloração avermelhada que caracteriza a chamada “Lua de Sangue”. Conforme explicou Josina, o aspecto avermelhado da Lua durante o eclipse total se deve à forma como a luz do Sol interage com a atmosfera terrestre. Mesmo totalmente encoberta pela sombra escura da Terra, a Lua ainda recebe luz solar indiretamente, filtrada pela atmosfera.

“A luz branca do Sol penetra na atmosfera e as cores azul e violeta são dispersadas pelos gases atmosféricos. Já as tonalidades mais próximas do vermelho conseguem atravessar com mais facilidade, conferindo à Lua essa coloração característica”, destacou Josina.
Com informações de Observatório Nacional