PARALISAÇÃO

Correios: Santos, Vale do Paraíba e principais capitais entram em greve por tempo indeterminado

Paralisação começou na noite de terça-feira (16); trabalhadores reivindicam reajuste salarial, 'vale-peru' de R$ 2.500 e protestam contra fechamento de agências


Redação
Publicado em 17/12/2025, às 17h54

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Correios: Santos, Vale do Paraíba e principais capitais entram em greve por tempo indeterminado
Trabalhadores exigem pagamento de 'vale-peru' de R$ 2.500 e reajuste pela inflação - Reprodução/SINTECT-SP


Sindicatos de trabalhadores dos Correios de diversas regiões do país, incluindo Santos, Vale do Paraíba, Campinas e capital paulista, aprovaram greve por tempo indeterminado.

A paralisação entrou em vigor às 22h da terça-feira (16), após as assembleias não chegarem a um consenso com a estatal sobre o novo Acordo Coletivo de Trabalho (ACT).

Além das bases paulistas, a greve foi aprovada e deflagrada em estados como Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Ceará e Paraíba.



O que pedem os trabalhadores

A categoria alega que não houve proposta de reajuste baseada na inflação e reivindica a reposição salarial e benefícios econômicos retroativos a agosto. Entre as principais exigências estão:

  • Vale-peru: concessão de benefício de final de ano no valor de R$ 2.500;
  • Direitos: manutenção do adicional de 70% de férias e do pagamento de 200% para trabalho aos finais de semana;
  • Condições de trabalho: protesto contra o que chamam de "desmandos da direção" e precariedade nas condições laborais.
A categoria não vai aceitar ser penalizada por uma crise que não foi ela que criou", afirmou em nota o sindicato de São Paulo.

Plano de reestruturação e crise

O movimento grevista também se posiciona contra o plano de reestruturação da empresa. Desde outubro, os Correios negociam um empréstimo de R$ 20 bilhões para sanar dívidas e modernizar serviços.

Como contrapartida para o aporte financeiro, o plano apresentado em novembro prevê medidas impopulares entre os funcionários, como:



  • Fechamento de 1.000 agências;
  • Programa de Demissão Voluntária (PDV);
  • Venda de R$ 1,5 bilhão em imóveis da estatal.

Negociações travadas

O Tribunal Superior do Trabalho (TST) tem mediado reuniões entre a direção da empresa e os sindicatos desde o dia 11 de dezembro. Encontros ocorreram na última segunda-feira (15) e terça (16), mas terminaram sem acordo. O impasse sobre o ACT se arrasta desde julho, quando venceu o contrato anterior.

Enquanto algumas bases paralisaram, outros 12 sindicatos decidiram manter o "estado de greve" (alerta de mobilização, mas sem parada imediata).

Estão nessa situação trabalhadores de Bauru (SP); Juiz de Fora (MG); Santa Maria (RS); Amazonas; Bahia; Distrito Federal; Maranhão; Pará; Piauí; Rio Grande do Norte; Mato Grosso do Sul e Roraima.



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