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Celular caiu na água: veja o que fazer para evitar danos permanentes

Medidas simples ajudam a proteger o aparelho após contato com água


Lais Seguin
Publicado em 27/02/2026, às 16h38

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Pessoa com celular na frente do mar
Código de Defesa do Consumidor garante direito a reparo, troca ou ressarcimento - Foto: Freepik


Quando um celular entra em contato com a água, agir rapidamente pode fazer toda a diferença para evitar danos permanentes. Cada minuto conta para reduzir o risco de falhas e preservar o funcionamento do aparelho.

Embora alguns modelos sejam anunciados como resistentes à água, isso não significa que estejam protegidos contra todos os tipos de acidente.

O tipo de líquido, a profundidade da água e o tempo de contato influenciam diretamente nos danos. Conhecer esses limites ajuda a entender por que nem sempre a garantia cobre o reparo.



Primeiros passos após o celular cair na água

  • Desligue o celular imediatamente

Retire o smartphone o mais rápido possível da água e desligue-o. Isso evita curto-circuito e danos permanentes.

  • Remova o excesso de umidade

Use um pano macio ou papel toalha (não use tecidos que soltem fiapos) para secar o celular, incluindo a tela. Passe levemente sobre as entradas do carregador e fone. Deixe o aparelho em local arejado para secar naturalmente.

  • Tire chips, cartões e acessórios

Remova a capinha, chips, cartões e outros acessórios do smartphone. Isso ajuda a liberar a umidade acumulada e melhora a secagem.



Esse processo é importante porque a água em contato com esses componentes pode causar curto-circuito, provocando danos permanentes ao celular.

Entenda os limites de resistência à água do seu celular

Celulares com certificações IP67 e IP68 indicam proteção contra água e poeira em condições específicas. A IP67 permite imersão de até 1 metro por 30 minutos, enquanto IP68 cobre submersão contínua conforme definido pelo fabricante.

  • Diferença entre resistência e prova d’água

Termo “resistente à água” indica tolerância limitada. Já “à prova d’água” sugere proteção total, algo raro em smartphones.

Do ponto de vista jurídico, usar “à prova d’água” sem especificar profundidade, tempo e tipo de líquido pode ser considerado propaganda enganosa, permitindo contestação da garantia, pelo Código de Defesa do Consumidor.



Garantia e cobertura de assistência técnica

Assistências técnicas podem negar reparo se:

  • Uso ultrapassa limites da certificação (ex.: piscina, água do mar, produtos químicos);
  • Houver sinais de mau uso;
  • Terceiros não autorizados tentaram consertar;
  • Prazo legal da garantia expirou.

Mesmo assim, cláusulas genéricas que excluem danos por líquidos podem ser consideradas abusivas se o aparelho foi anunciado como resistente à água. O consumidor tem direito a reparo, troca ou ressarcimento se o problema ocorrer dentro dos limites prometidos.

Direitos legais do consumidor

O artigo 18 do Código de Defesa do Consumidor garante reparo em até 30 dias, dentro do limite anunciado. Se não houver solução, o consumidor pode optar por troca ou ressarcimento.



Também é permitido prazo de 90 dias para reclamar após identificar o defeito, desde a compra do aparelho.

Danos adicionais podem gerar ação judicial por perdas materiais e morais.

Seguro para celulares

Contratar seguro depende do uso do aparelho. Apólices básicas podem não cobrir líquidos ou exigir cobertura adicional. Avalie franquia, carência, procedimentos e se a seguradora é autorizada pela Susep.



Seguro é mais vantajoso para quem expõe o celular a piscinas, praias e esportes aquáticos.

Agir rápido e conhecer os limites de proteção do aparelho ajuda a reduzir danos quando o celular tem contato com a água. Documentar o ocorrido e acionar canais de suporte aumenta a chance de reparo ou ressarcimento. 

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