Mudança de hábitos no banho e no uso do ar-condicionado ajuda a conter a tarifa adicional na conta de luz

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) manteve a bandeira tarifária amarela para o mês de setembro de 2026. Com a medida, em vigor desde maio, a conta de luz segue com uma cobrança adicional de R$1,885 a cada 100 quilowatt-hora (kWh) consumidos.
O acréscimo ocorre devido às condições menos favoráveis para a geração de energia no país, o que exige o acionamento de usinas com custos de operação mais elevados. O cenário de custo extra reforça a importância de monitorar o consumo doméstico.
Segundo especialistas, a redução de gastos passa pela identificação dos equipamentos que mais impactam a fatura diária e pela mudança de hábitos no uso da eletricidade.
Alguns eletrodomésticos lideram o gasto de energia devido à alta potência necessária para funcionamento ou ao tempo prolongado de uso, como por exemplo: o ar-condicionado, que consome em função do tempo de uso contínuo e da potência do motor.
O chuveiro elétrico é outro, por exigir alta potência para o aquecimento imediato da água, tornando banhos longos um dos fatores de maior impacto financeiro. A geladeira também entra nessa lista, embora possua potência menor que a do chuveiro, tem consumo constante por permanecer conectada 24 horas.
O gasto de energia também ocorre quando os aparelhos estão desligados, mas mantidos na tomada. O chamado consumo standby é utilizado por circuitos internos para manter relógios, luzes indicadoras e recepção de sinais de controle remoto ativados.
Entre os principais equipamentos que puxam carga em modo de espera estão televisores, aparelhos de micro-ondas, videogames, computadores, impressoras, equipamentos de som, decodificadores de TV, roteadores Wi-Fi e carregadores de celular mantidos na tomada sem o aparelho conectado.
A escolha de equipamentos eficientes também contribui para a redução de custos no orçamento doméstico e para a redução de impactos ambientais na geração de eletricidade. Ao adquirir novos eletrodomésticos, a orientação é verificar a Etiqueta Nacional de Conservação de Energia (Ence), vinculada ao Inmetro, e o Selo Procel.
As etiquetas utilizam uma escala de letras e cores que vai da categoria A (cor verde, mais eficiente) até a F (cor vermelha, menos eficiente). Como referência de consumo, uma lâmpada LED de 8 Watts entrega o mesmo nível de iluminação que uma lâmpada fluorescente de 15 W, gerando economia com o mesmo desempenho.
Para mais conteúdos