PREVENÇÃO

Após São Sebastião e Guarujá, Santos recebe sirene de alerta em área de risco

Equipamento é o 8º do sistema estadual e visa agilizar evacuação de moradores em caso de chuvas extremas; núcleo comunitário será formado para atuar na prevenção de desastres no local


Redação
Publicado em 31/01/2026, às 16h07

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Após São Sebastião e Guarujá, Santos recebe sirene de alerta em área de risco
Sirene instalada em Santos poderá ser acionada manualmente por moradores em emergências - Divulgação/Governo de SP


Moradores do morro da Vila Progresso, em Santos, participaram neste sábado (31) do primeiro teste prático da nova sirene de alerta contra riscos de deslizamento e inundação instalada na comunidade.

Ação conduzida pela Defesa Civil incluiu treinamento de evacuação para preparar a população diante de desastres iminentes.

Equipamento foi posicionado na parte mais alta do morro, área considerada crítica para deslizamentos. Esta é a oitava sirene do tipo a entrar em operação no estado de São Paulo. O sistema permite acionamento remoto pelas autoridades assim que os níveis de chuva atingem patamares perigosos, ordenando a saída imediata dos moradores de suas casas.



Protocolo de segurança

Além da tecnologia, a estratégia aposta no fator humano. A Defesa Civil anunciou a criação de um Núcleo Comunitário de Proteção e Defesa Civil (Nupdec) no local, formado pelos próprios moradores.

Grupo receberá capacitação para atuar na prevenção e terá autonomia para acionar a sirene manualmente. Essa medida de redundância é vital: caso as chuvas derrubem o sistema de telecomunicações e impeçam o comando remoto, a própria comunidade poderá soar o alarme.

O coordenador estadual da Defesa Civil, coronel Henguel Pereira, acompanhou a simulação e reforçou que a efetividade do sistema depende da resposta rápida da população. “O Sistema de Alarme Remoto é uma ferramenta de alerta precoce que salva vidas, mas sua efetividade depende da integração entre estado, município e comunidade”, afirmou.



Histórico e expansão

A instalação em Santos faz parte da Operação Chuvas 2026. Projeto começou no fim de 2023, após tragédias climáticas no litoral, e já atende cidades como São Sebastião, Guarujá e Franco da Rocha. Segundo o cronograma, nas próximas semanas outras quatro sirenes serão instaladas em Mauá, Campos do Jordão, Monteiro Lobato e Registro.

Para quem vive na área, equipamento traz uma camada extra de segurança. Ana Paula Elisabeth, que trabalha na Vila Progresso, relembrou episódios passados. “Já tivemos bastantes deslizamentos no morro, com pessoas que perderam inclusive suas casas. Essa sirene vai ajudar todo mundo a ficar mais alerta”, disse.

Já o líder comunitário Porfirio Missena da Silva, da comunidade vizinha Bela Vista, auxiliou na convocação dos moradores. “É importante todo mundo participar para a gente saber o que fazer em uma situação de emergência”, concluiu.



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