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Três em cada dez desaparecidos no Brasil são crianças ou adolescentes

Números são do Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp); meninas são maioria, com 62% dos casos registrados


Redação
Publicado em 31/01/2026, às 09h27

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Três em cada dez desaparecidos no Brasil são crianças ou adolescentes
Total de ocorrências envolvendo menores de idade ainda é inferior ao registrado em 2019 - Instituto do Câncer Infantil/Divulgação


Três em cada dez registros de desaparecimento feitos no Brasil, em 2025, envolveram crianças e adolescentes. Dados do Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp) apontam que, das 84.760 ocorrências contabilizadas no ano, 23.919 ( 28%) tinham como vítimas pessoas com menos de 18 anos.

O levantamento revela ainda que, em média, as delegacias do país receberam diariamente 66 boletins de ocorrência relacionados ao sumiço de crianças e adolescentes ao longo de 2025.

O número representa aumento de 8% em comparação com 2024, quando foram registrados 22.092 casos desse tipo. Alta é o dobro do crescimento observado no total geral de desaparecimentos, que subiu 4% no mesmo período, passando de 81.406 para 84.760 registros.



Apesar do avanço recente, total de ocorrências com menores de idade ainda é inferior ao registrado em 2019, ano em que entrou em vigor a Política Nacional de Busca de Pessoas Desaparecidas. Naquele ano, foram contabilizados 27.730 casos, o que torna o volume de 2025 cerca de 14% menor.

No entanto, os dados mostram tendência de crescimento gradual desde 2023, quando houve 20.445 denúncias.

Meninas são maioria

Outro aspecto destacado pelo levantamento é o recorte por gênero. Embora os homens representem 64% do total de pessoas desaparecidas no país, entre crianças e adolescentes a situação se inverte: 62% das ocorrências envolvem meninas.



Definição legal

Desde 2019, a legislação brasileira considera desaparecida qualquer pessoa cujo paradeiro seja desconhecido, independentemente da causa, até que sua recuperação e identificação sejam confirmadas por meios físicos, ou científicos.

Os números reforçam a dimensão do problema e a necessidade de políticas públicas permanentes voltadas à prevenção, investigação e localização de pessoas desaparecidas, especialmente no caso de crianças e adolescentes.

Com informações da Agência Brasil



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