LUTO NO ESPORTE

Aos 18 anos, morre uma das maiores promessas do taekwondo brasileiro

Cauã Batista Gomes estava internado no Rio de Janeiro havia uma semana; atleta da Soares Team disputaria seletiva nacional e recebeu homenagens

Aos 18 anos, morre uma das maiores promessas do taekwondo brasileiro
Cauã estava prestes a participar de seletiva importante na carreira - Reprodução/Cauã Batista/Instagram


O taekwondo brasileiro está em luto pela morte precoce de Cauã Batista Gomes Este, de 18 anos, uma das grandes promessas da modalidade no país. O jovem atleta estava internado havia uma semana no hospital Miguel Couto, no Rio de Janeiro.

Segundo o G1, Cauã foi atropelado por um carro. A notícia do falecimento foi confirmada pelas instituições que acompanhavam sua carreira. Não há detalhes sobre o acidente.

Cauã era representante do estado do Rio de Janeiro e integrava a Soares Team. Ele estava em plena fase de preparação para a Seletiva Aberta Nacional, marcada para esta quinta-feira (26), quando disputaria a categoria adulto até 63kg.



Durante o período de internação, uma mobilização tomou conta das redes sociais, com campanha de doação de sangue organizada por sua equipe.

Trajetória e dedicação

A formação de Cauã começou cedo, aos 9 anos, na Soares Team. Equipe rendeu homenagens ao lutador, e afirmou que ele foi um exemplo dentro e fora do Dojang (local de treino).

"Sua partida hoje deixa uma dor imensa, mas também um legado inesquecível de garra, disciplina e determinação", diz o comunicado da equipe, que anunciou a inclusão de uma estrela em seu emblema em homenagem ao jovem.



A Confederação Brasileira de Taekwondo (CBTKD) manifestou pesar, e classificouCauã como um "jovem talento" conhecido pela dedicação e paixão ao esporte. Em nota, a entidade destacou que o atleta era querido por todos dentro e fora das competições: "Neste momento de dor, a CBTKD se solidariza com familiares, amigos e toda a comunidade do taekwondo".

Relação entre mestre e aluno

O professor de Cauã, Luan Dias, compartilhou um relato emocionante sobre o início da trajetória do pupilo, ao lembrar que o menino insistiu muito para treinar em uma turma de adultos quando ainda era criança. "Geralmente, as crianças pedem para sair da minha aula; ele pediu para entrar. Então algo tinha ali", escreveu o mentor.

Luan relembrou o crescimento do atleta, que de aluno infantil tornou-se a principal referência técnica de sua academia. "Quando vi, ele já estava enorme, com bigode maior que o meu, e sendo a maior referência de taekwondista que eu tinha em sala de aula", concluiu o professor em sua despedida.



Cauã deixa família e amigos com os quais tinha relações profundas, além de um legado no esporte, mesmo tão jovem.

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