DESCONTENTAMENTO

Caminhoneiros protestam contra restrição em ponte de Ubatuba

Associação Comercial de Ubatuba reforça urgência ao DER e a deputados estaduais/federais, para solução imediata; limite de 23 toneladas afeta serviços

Caminhoneiros fazem manifestação contra restrição em ponte de Ubatuba
Restrição na ponte afeta o comércio local, segundo ACIU - Reprodução/Redes Sociais


Diversos caminhoneiros promoveram manifestação e paralisação de trânsito da ponte sobre o rio Maranduba, em Ubatuba, na manhã desta segunda-feira (24).

O movimento ocorreu em protesto à restrição de tráfego imposta pelo Departamento de Estradas de Rodagem (DER), que impede a passagem de veículos de carga com mais de 23 toneladas devido a rachaduras na estrutura da ponte.



A Associação Comercial de Ubatuba (Aciu) se manifestou sobre o ato, e informou que a paralisação é uma forma de, novamente, chamar a atenção para a gravidade do problema e a necessidade urgente de providências por parte dos órgãos responsáveis.

A Aciu afirma que enviou vários ofícios a todos os deputados estaduais e federais do estado de São Paulo, bem como ao DER, para buscar uma solução imediata, pois a situação tem causado grandes impactos na mobilidade, na economia e no cotidiano de moradores, empresários e turistas.

Posição do DER

Em nota, o DER informou que tem conhecimento da manifestação e que a pista foi liberada, mas ainda com limite que descontenta a Aciu. "Houve interdição do acostamento e congestionamento de cerca de 10km. A ocorrência foi encerrada às 11h, com a liberação da pista, que voltou a operar em sistema pare e siga, com limite de peso de 23 toneladas".



O Costa Norte já havia solicitado posicionamento do DER para matéria publicada no dia 13 de novembro, e foi informado que todas as medidas necessárias estavam sendo adotadas para garantir a segurança na ponte.

O órgão também havia informado que a restrição a veículos acima de 23 toneladas seguirá vigente até a conclusão da solução definitiva, atualmente “em andamento”. O limite não vale para prestadores de serviços essenciais, desde que sigam o procedimento de autorização previsto em portaria.

Atualmente, a circulação na ponte principal ocorre em esquema de "pare e siga", com monitoramento contínuo. O DER destacou que reforçou a estrutura da ponte e prepara a retomada das obras da segunda ponte sobre o rio Maranduba, além de melhorias na ponte sobre o rio Arapirá.



Por que a restrição?

O problema central está na ponte sobre o rio Maranduba, localizada no km 77,8 da rodovia SP-55, que apresentou rachaduras. Por segurança, o DER impôs o limite de 23 toneladas para a circulação de caminhões.

O ponto é que, segundo a Associação Comercial de Ubatuba (ACIU), essa restrição afeta diretamente o setor comercial da cidade, pois diversos produtos que deveriam chegar em caminhões mais pesados (que podem atingir 50t ou 70 toneladas carregados) têm sido obrigados a usar rotas alternativas consideradas inviáveis.

Apelo da Aciu

A Aciu aponta que a prefeitura da cidade orientou o tráfego pesado por ruas internas do bairro Araribá, vias que são estreitas, sem estrutura adequada e têm causado transtornos a moradores.



A reportagem solicitou informações para a prefeitura no dia 13 de novembro, mas não obteve retorno.

A associação comercial alerta que três pontes das rotas alternativas, projetadas apenas para veículos leves, passaram a apresentar novos desgastes e rachaduras devido à circulação das carretas.

A Aciu também criticou a paralisação das obras da segunda ponte sobre o rio Maranduba, iniciada e abandonada pelo DER, e pede a retomada imediata do projeto.



O risco é considerado pela associação como crítico, o que afeta não apenas o abastecimento de Ubatuba, mas também o de cidades vizinhas, como Paraty e Angra dos Reis, no Rio de Janeiro, que dependem da rota.

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