ELEIÇÕES 2024

Cerca de metade dos prefeitos do litoral de SP não poderá tentar reeleição

Em seis das principais cidades da região, prefeitos exercem segundo mandato seguido e não poderão concorrer à reeleição


Redação
Publicado em 02/07/2024, às 15h02

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Veja qual é o cenário atual no litoral paulista - Reprodução
Veja qual é o cenário atual no litoral paulista - Reprodução


A pouco mais de três meses da disputa eleitoral para o comando das cidades, em outubro, eventuais candidatos e candidatas às prefeituras de todo Brasil costuram acordos nos bastidores, articulam alianças discretas e divulgam publicamente muito pouco. Por lei, as candidaturas devem ser definidas oficialmente até 15 de agosto, ou seja, em pouco mais de um mês. No dia seguinte, 16 de agosto, começa oficialmente o período eleitoral no qual os políticos revelam as cartas que mantêm, por enquanto, coladas ao peito. O cenário no litoral paulista não foge a essa dinâmica.

Uma coisa, no entanto, é certa: cerca de metade dos atuais prefeitos,  das 13 principais cidades da costa paulista e da Baixada Santista, não ocupará a cadeira de prefeito ou prefeita, em 1º de janeiro do próximo ano.

Quais prefeitos não podem tentar a reeleição no litoral de SP

São os prefeitos em segundo mandato consecutivo e, por isso, não podem tentar se reeleger. Esse é o caso dos prefeitos de Bertioga, Caraguatatuba, Cubatão, Guarujá, Peruíbe e São Sebastião. Isso, contudo, não torna estes prefeitos inelegíveis peças fora do tabuleiro, muito pelo contrário. Após quase oito anos no comando do Executivo, o capital político dos atuais prefeitos é um ativo disputado por novos ou velhos aspirantes às prefeituras. Com isso, futuros candidatos se digladiam por seu apoio.



Esse é o caso dos populares prefeitos de Bertioga, o engenheiro Caio Matheus (PSD), e de Guarujá,  Dr. Valter Suman (PSB). Com altas taxas de aprovação dos eleitores, o apoio ou rechaço de ambos a eventuais candidatos pode decidir as próximas eleições em seus currais eleitorais. Em Bertioga, especula-se que Matheus prepara uma sucessora de seu quadro de secretários, mas não há informações oficiais. Questionado, via gabinete, o prefeito de Bertioga informou que vai divulgar seu apoio em breve.  

Também procurados, não se manifestaram sobre o mesmo ponto o citado prefeito de Guarujá, além de Ademário Silva (PSDB), prefeito de Cubatão; Luiz Maurício (PSD), prefeito de Peruíbe e Felipe Augusto (PSDB), prefeito de São Sebastião. Também em seu segundo mandato, o prefeito de Caraguatatuba, Aguilar Júnior (sem partido),  informou que apoiará a pré-candidatura a prefeito de Baduca Filho (PL), atualmente vereador  da cidade.

Quais prefeitos do litoral de SP podem tentar a reeleição

Sem impedimentos constitucionais, podem se candidatar livremente à reeleição os atuais prefeitos de Ilhabela, Itanhaém, Mongaguá, Praia Grande, Santos, São Vicente e Ubatuba. Muito embora a maioria deva se candidatar, poucos deles divulgam oficialmente se são, ou não, pré-candidatos.



Por enquanto, as exceções são os prefeitos de Ilhabela, Toninho Colucci (PL) - ele confirmou que é pré-candidato ao quarto mandato como prefeito, o segundo seguido – e a prefeita de Praia Grande, Raquel Chini (Republicanos), que não deve se candidatar. Procurados, os gabinetes dos dois prefeitos confirmaram as informações.

Isso faz de Raquel Chini uma anomalia na dinâmica política do litoral. Por enquanto, ela é a única comandante de prefeitura da região que poderia, mas não vai tentar a reeleição. A desistência de Chini abre caminho para seu aliado e mentor político, o poderoso Alberto Mourão (MDB), atualmente deputado federal. Mourão já confirmou sua pré-candidatura à prefeitura de Praia Grande. Caso vença o pleito, o que é provável, Alberto Mourão será eleito prefeito de Praia Grande pela sexta vez.

Por meio de seu gabinete, o prefeito de Santos, Rogério Santos (Republicanos), disse que “está focado nas demandas do seu mandato na prefeitura de Santos e se pronunciará sobre o período eleitoral em momento oportuno”.



Questionados por meio de seus gabinetes, se são, ou não, pré-candidatos à reeleição, não responderam os prefeitos de Itanhaém, Tiago Cervantes (PSD); de Mongaguá, Márcio Cabeça (Republicanos); de São Vicente, Kayo Amado (Pode) e a prefeita de Ubatuba, Flavia Pascoal (PL).  

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