Plano da prefeitura organiza fluxo de atendimento a famílias atingidas por chuvas; ação mobiliza mais de 300 profissionais na cidade

Para organizar o fluxo de atendimento e definir responsabilidades, Guarujá, litoral paulista, estruturou o Plano Operacional Setorial do Sistema Único de Assistência Social (Suas) em Situação de Calamidade. A iniciativa ocorre por meio da Secretaria de Desenvolvimento e Assistência Social (Sedeas) em parceria com a Defesa Civil.
O documento estabelece diretrizes de atuação nas etapas de pré-emergência, emergência e pós-emergência, em ocorrências como enchentes, deslizamentos e incêndios. A proposta busca garantir uma resposta ágil, principalmente para as famílias em situação de vulnerabilidade.
O acionamento começa pela Defesa Civil, que avalia a ocorrência e indica os locais seguros. A partir disso, a Sedeas mobiliza seu efetivo de 317 profissionais. Equipes dos Centros de Referência da Assistência Social (Cras) e Especializado (Creas), além da Casa de Assistência Integrada (Casa Cai) e do setor de Segurança Alimentar (Segan), atuam na operação.
O primeiro contato com as vítimas ocorre por meio de escuta qualificada para identificar as necessidades de crianças, idosos e pessoas com deficiência. Quando necessário, escolas e quadras esportivas servem como abrigo provisório.
Após a emergência, o plano prevê o registro das famílias para articulação com outras políticas públicas, como a atualização do Cadastro Único e o acesso ao Benefício Eventual. O trabalho envolve a integração com as secretarias de Obras, Planejamento, Operações Urbanas e Educação.
O secretário de Desenvolvimento e Assistência Social explica o propósito da força-tarefa.
O papel da assistência social é garantir que, depois que uma família precisar sair de casa, ela tenha para onde ir, seja identificada, acolhida, continue com acompanhamento e tenha seus direitos garantidos. Quem já vive em situação de vulnerabilidade é quem mais pode perder em uma emergência”, afirma.
Elaborado no início deste ano, o documento passa por uma atualização para incorporar orientações diante do aumento de eventos climáticos extremos. O município prevê concluir a revisão em outubro e iniciar a aplicação do protocolo atualizado em novembro. A necessidade da ação se justifica pelos dados locais da cidade:
Histórico recente: em 2023, as chuvas atingiram 418 pessoas na região do Perequê;
Mapeamento atual: o município monitora 14 áreas de alto risco;
População exposta: há aproximadamente 2.054 moradias vulneráveis e 6.781 pessoas nessas localidades.
O secretário conclui o raciocínio sobre a efetividade do plano. “O objetivo é evitar que a resposta comece do zero. Cada equipe sabe quando será acionada, qual será sua função e como a família atingida deverá ser acolhida e acompanhada”, finaliza.