DICAS

Como proteger pesca e aquicultura de efeitos do El Niño?

Oscilações no nível dos rios e chuvas irregulares afetam a reprodução das espécies e dificultam o trabalho de pescadores


Redação
Publicado em 07/09/2026, às 06h00

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Termômetro de rua
Um dos efeitos é o calor intenso; fenômeno começou em junho e deve durar até março de 2027 - Paulo Pinto/Agência Brasil


Seca e calor intenso nas regiões Norte e Nordeste, além de temporais e frio no Sul do país, são alguns dos efeitos do El Niño. 

O fenômeno começou em junho e deve durar até março de 2027. A alteração ocorre por causa do aquecimento das águas superficiais do oceano Pacífico Tropical, o que modifica a circulação atmosférica e deixa o volume de chuvas irregular.

A pesca e a aquicultura sofrem com as mudanças no regime de precipitações. Quando as chuvas ficam abaixo da média, o nível dos rios diminui. 

O cenário prejudica a navegação, a reprodução das espécies, o abastecimento de água e o acesso às comunidades. Já nos períodos com precipitação acima da média, o risco de enchentes aumenta e causa danos às estruturas de produção.

Segundo o Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), o planejamento e a busca por informações auxiliam profissionais e municípios no enfrentamento dos desafios. 

O órgão destaca a necessidade de articulação entre setores da pesca, aquicultura, meio ambiente, recursos hídricos, saúde, assistência social e Defesa Civil para acompanhar as ocorrências e manter a comunicação com as comunidades atingidas.



Para os próximos meses, o ministério recomenda:

  • Acompanhar informações meteorológicas e hidrológicas oficiais;
  • Manter comunicação com outros pescadores, aquicultores, colônias, associações e cooperativas;
  • Monitorar condições da água em tanques e represas, como temperatura e oxigênio dissolvido.

O MPA orienta conhecer as características de cada território para antecipar riscos e fortalecer a resposta municipal. Em casos de danos às estruturas, dificuldades de acesso, alterações nos rios, perdas na produção ou mortandade de peixes, o produtor deve registrar a ocorrência no canal Fala.BR.

O registro ajuda a dimensionar os impactos e a encaminhar as demandas aos órgãos competentes.



*Com informações da Agência Brasil

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