IMPACTOS CLIMÁTICOS

El Niño: Santos antecipa medidas para minimizar impactos

Defesa Civil iniciará operação um mês antes do habitual; fenômeno pode aumentar o risco de temporais, ressacas e alagamentos na Baixada Santista


Redação
Publicado em 19/07/2026, às 12h45

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El Niño: Santos antecipa medidas para minimizar impactos
Município reforçará ações preventivas em áreas de risco, sistemas de drenagem e trechos da orla da praia - Pexels


A possibilidade de um El Niño de forte intensidade, com alta probabilidade de permanecer ativo até o início de 2027, levou a Defesa Civil de Santos a antecipar plano de contingência para o período de chuvas.

A medida busca preparar o município para a ocorrência de temporais, ressacas, ventos fortes e outros eventos climáticos que podem atingir a Baixada Santista durante a primavera e o verão.

Tradicionalmente iniciada em 1º de dezembro, a operação especial passará a vigorar entre 1º de novembro e 30 de abril. A antecipação tem como objetivo ampliar o tempo de preparação das equipes e reduzir os impactos provocados por chuvas intensas, alagamentos, deslizamentos e marés elevadas.



A principal preocupação da Defesa Civil está nas áreas de morro, onde há encostas ocupadas e maior risco de deslizamentos durante períodos de chuva acumulada. Além disso, a prefeitura reforçará o monitoramento das condições meteorológicas, a limpeza preventiva de canais e sistemas de drenagem e o acompanhamento da orla da praia, que pode ser afetada por ressacas mais intensas.

El Niño pode influenciar o clima na região

O El Niño é um fenômeno climático caracterizado pelo aquecimento anormal das águas superficiais do Oceano Pacífico Equatorial. Essa alteração modifica a circulação atmosférica e pode influenciar a distribuição das chuvas e das temperaturas em diferentes partes do planeta.

Confirmado em junho, o fenômeno deve permanecer ativo pelo menos até o início de 2027, segundo o Painel El Niño 2026-2027, elaborado por órgãos federais como o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Os modelos climáticos apontam probabilidade superior a 90% de continuidade do episódio, com possibilidade de forte intensidade entre a primavera e o verão.



No Sudeste, os efeitos costumam ser menos uniformes do que em outras regiões do país, mas podem favorecer períodos prolongados de calor, chuvas irregulares e temporais concentrados em curto espaço de tempo.

Baixada Santista amplia ações preventivas

A preocupação se estende a toda a Baixada Santista, que reúne características que aumentam a vulnerabilidade aos eventos climáticos, como áreas densamente ocupadas, encostas habitadas, regiões sujeitas a alagamentos e uma extensa faixa costeira exposta às ressacas.

Além de Santos, outros municípios também anunciaram medidas preventivas. Em Peruíbe, o plano de contingência prevê ações para enchentes, abertura de abrigos temporários, monitoramento do nível do rio Preto por sensores e cadastramento de voluntários.



São Vicente informou que mantém obras estruturais de drenagem, incluindo intervenções no canal da avenida Eduardo Souto, além da elaboração de um plano de macro e microdrenagem estimado em R$800 milhões.

Em Itanhaém, o programa Rios Vivos segue com o desassoreamento do rio Campininha, enquanto o município participa da elaboração de planos de adaptação às mudanças climáticas.

Mongaguá informou que mantém monitoramento constante das condições meteorológicas e executa ações preventivas, como limpeza de galerias, rios e córregos, além de planos específicos para períodos de chuva, estiagem e baixas temperaturas.



Medidas buscam reduzir riscos antes do verão

Com a antecipação do plano de contingência, Santos pretende chegar ao período tradicional de maior volume de chuvas com as equipes mobilizadas e as ações preventivas já em andamento.

A estratégia inclui monitoramento climático, reforço operacional, limpeza de sistemas de drenagem, acompanhamento das áreas de risco e preparação para possíveis ocorrências provocadas por temporais e ressacas.

A orientação é que a população acompanhe os alertas emitidos pelos órgãos oficiais e evite áreas sujeitas a alagamentos ou próximas ao mar durante episódios de ressaca intensa. Em situações de emergência, a recomendação é acionar a Defesa Civil ou o Corpo de Bombeiros.



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