ANIMAL ESTAVA DEBILITADO

Filhote de golfinho é resgatado após encalhar na praia de Itamambuca, em Ubatuba

Golfinho não conseguia nadar sozinho e apresentava baixa temperatura corporal; animal segue em tratamento, em uma piscina apropriada para a espécie


Redação
Publicado em 29/07/2024, às 20h23 - Atualizado às 20h34

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Filhote de Golfinho não conseguia nadar sozinho e apresentava baixa temperatura corporal - Divulgação/ Instituto Argonauta
Filhote de Golfinho não conseguia nadar sozinho e apresentava baixa temperatura corporal - Divulgação/ Instituto Argonauta


Um golfinho-pintado-do-atlântico foi resgatado, no último domingo (28), na praia de Itamambuca, em Ubatuba, no litoral norte. O animal foi encontrado debilitado e foi levado para o Centro de Reabilitação e Despetrolização, localizado na cidade, para receber o tratamento necessário.

O salvamento foi registrado pelo Instituto Argonauta, órgão executor do Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos (PMP-BS), após acionamento realizado pelo Corpo de Bombeiros.

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Segundo o Instituto, a equipe se deslocou até o local para avaliação e realização dos primeiros atendimentos clínicos do animal, que foi identificado como um filhote macho da espécie golfinho-pintado-do-atlântico(Stenella frontalis); ele  mede pouco mais de um metro e meio e pesa cerca de 22kg. 

O golfinho foi encontrado debilitado, sem conseguir nadar sozinho e apresentava baixa temperatura corporal. O animal segue em tratamento, em uma piscina apropriada para golfinhos, onde são realizados os exames necessários e monitoramento 24h. Ele recebe medicação, alimentação e demais cuidados necessários. 

Golfinhos-pintado-do-atlântico 

Ainda de acordo com o Instituto Argonauta, os golfinhos-pintado-do-atlântico são animais de pequeno porte e chegam a medir pouco mais de dois metros de comprimento. O peso pode variar entre 39kg e 143kg. São animais carnívoros e se alimentam de diversas espécies de peixes, lulas, e crustáceos. 



A espécie é encontrada no oceano Atlântico, golfo do México e no Caribe. Vivem preferencialmente próximos à costa. No Brasil, são mais comuns em regiões do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo, Rio de Janeiro, Bahia e Ceará. O golfinho-pintado-do-atlântico sofre muito com a interferência humana, devido a seus hábitos costeiros. Alguns exemplos de impactos são: pesca acidental, aquecimento global, poluição marinha e perda de habitat.

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