Levantamento da balneabilidade foi divulgado nesta quinta (17) pela Companhia Ambiental do Estado de São Paulo; veja orientações

Todas as praias de São Vicente, no litoral de São Paulo, estão impróprias para banho de mar.
A informação consta no boletim semanal de balneabilidade divulgado pela Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) na quinta-feira (17).
A condição atinge 100% dos pontos monitorados no município da Baixada Santista.
O levantamento do órgão estadual reprovou os seis pontos de análise localizados na cidade:
A sinalização de impropriedade indica que a concentração de bactérias na água superou os limites de segurança estabelecidos pelas normas ambientais.
Quando o local recebe a bandeira vermelha da Cetesb, o contato com a água passa a oferecer riscos à saúde dos banhistas.
Balneabilidade é o termo técnico que define a qualidade da água do mar para o uso recreativo de contato direto, como o nado e o mergulho. A legislação que estabelece os critérios oficiais, parâmetros e limites para a avaliação no Brasil é a Resolução nº 274/00 do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama).
Para emitir os boletins periódicos, a Cetesb coleta rotineiramente amostras de água em diversos pontos do litoral paulista.
Por meio dos resultados obtidos durante os monitoramentos, a companhia desenvolve o índice de balneabilidade, síntese que aponta as condições sanitárias das praias da região.
As análises ocorrem semanalmente. O foco principal das coletas laboratoriais é a presença de bactérias fecais, como os enterococos, indicadoras de contaminação por esgoto doméstico. Contudo, a avaliação da Cetesb também considera outros fatores externos capazes de tornar o mar impróprio para uso público:
De acordo com a frequência de resultados positivos nos exames de balneabilidade ao longo do tempo, as praias do Estado recebem enquadramento em quatro categorias distintas:
A Cetesb adverte que os frequentadores do litoral paulista devem tomar precauções adicionais em dias chuvosos. A recomendação oficial é evitar o banho de mar nas 24 horas seguintes às precipitações intensas, mesmo em praias que estejam classificadas como próprias nos boletins semanais.
O escoamento das águas da chuva carrega resíduos urbanos e poluição das ruas diretamente para as praias.
A orientação da companhia inclui ainda não entrar em canais, córregos e rios que deságuam no mar, além de evitar rigorosamente a ingestão da água salgada durante o lazer.
A entrada em águas contaminadas por esgoto ou efluentes pode provocar diversos problemas de saúde. Crianças, idosos e pessoas com baixa imunidade representam o grupo mais propenso a desenvolver infecções após a exposição. Além da gastroenterite, que causa diarreia, febre e vômitos, o contato direto com a água imprópria pode provocar infecções nos olhos, ouvidos, nariz e garganta.
É necessário que o banhista verifique permamentemente as condições do mar antes de entrar na água, assim evitando transtornos maiores.