EDUCAÇÃO INFANTIL

Como uma escola de São Vicente usou reciclagem para ensinar ecologia e música para crianças

Espaços atendem turmas de tempo integral com foco em musicalização e sustentabilidade. Novidade incentiva o aprendizado imersivo


Redação
Publicado em 16/09/2026, às 20h45

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imagem de uma das aulas de musicalização com reciclagem
Estruturas integradas ao cotidiano escolar unem musicalização, sustentabilidade e reciclagem no aprendizado infantil - Divulgação/Prefeitura de São Vicente


A rotina escolar das crianças pequenas em São Vicente ganhou novas cores, sons e descobertas. A unidade AMEI (Ambiente Municipal de Educação Integral) Narizinho inaugurou dois ambientes totalmente voltados ao estímulo da criatividade, da percepção sensorial e da preservação ambiental: o Parque Sonoro e a Sala de Cultura Oceânica,  apelidada de Sala Azul.

imagem do Parque sonoro
Parque Sonoro estimula a percepção do corpo e o ritmo nas aulas de artes infantis - Divulgação/Prefeitura de São Vicente

Projetados para atender meninos e meninas de 4 e 5 anos matriculados em tempo integral, os novos espaços lúdicos e imersivos transformam a teoria pedagógica em vivência prática.

A proposta atende tanto as aulas regulares quanto as oficinas temáticas realizadas no período da tarde, utilizando o brincar como ferramenta central de aprendizado.

Ritmo, Descobertas e Expressão no Parque Sonoro

Construído de forma colaborativa com o apoio da Secretaria de Educação, educadores e funcionários da unidade, o Parque Sonoro convida os pequenos a explorar o universo dos sons.

O local reúne desde instrumentos musicais tradicionais até peças artesanais inspiradas em tradições de povos originários e objetos do cotidiano reaproveitados. No local, os estudantes aprendem a identificar ritmos, timbres, comandos sonoros e até mesmo os sons produzidos pelo próprio corpo.

A estrutura funciona como uma extensão natural das oficinas de artes e musicalização da unidade de ensino. Sobre a importância da iniciativa para essa faixa etária, a diretora da AMEI Narizinho, Amanda Santos, ressalta como o contato direto com a música transforma a rotina em sala de aula, a relação com o aprendizado e com a escola:



O Parque Sonoro foi pensado como um espaço proveitoso para que as turmas possam vivenciar a música na prática. Na Educação Infantil, a musicalização é fundamental para a concentração, para a percepção dos sons do corpo e de objetos, e para o entendimento do ritmo."

Fundo do Mar e Sustentabilidade na Sala Azul

A segunda novidade da unidade é a Sala de Cultura Oceânica, um ambiente inteiramente decorado para simular as profundezas do oceano. O espaço serve como sede do projeto “Pequenos Guardiões do Oceano”(A cidade conta com uma legislação municipal voltada à alfabetização oceânica de crianças e jovens da rede pública, em parceria com a Unesp, USP e secretarias municipais) e possui uma biblioteca infantil temática e réplicas de animais marinhos em tamanho real, confeccionadas com materiais reciclados.

A estrutura reforça o compromisso ambiental da escola e sustenta as ações para a

imagem da sala de cultura oceânica
Espaço lúdico e ambiente imersivo transformam a educação infantil - Divulgação/Prefeitura de São Vicente

 manutenção do Selo Azul, chancela concedida a instituições de ensino que desenvolvem projetos contínuos de conscientização sobre o ecossistema marinho e a preservação do meio ambiente.



A diretora da AMEI Narizinho ressalta ainda que a imersão visual é a chave para despertar a empatia e o cuidado com a natureza desde os primeiros anos de vida:

Para crianças de 4 e 5 anos, o impacto visual é transformador. Estar em um espaço imersivo faz com que elas se encantem e compreendam a importância de cuidar do meio ambiente com os próprios olhos. Ter o projeto no currículo é excelente, mas contar com a estrutura pronta para essa vivência facilita o trabalho das professoras e encanta nossos alunos", explicou.

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