Investimentos no programa São Vicente no Eixo, implementação da Faixa Azul e obras na área continental desenham nova fase da mobilidade urbana

A readequação da infraestrutura de transportes e da circulação urbana em São Vicente passa por um conjunto de intervenções que engloba a reforma de corredores viários, ampliação do transporte sobre trilhos e medidas de proteção a motociclistas e pedestres.
Ações concentram-se no programa municipal São Vicente no Eixo, lançado com orçamento de R$36,5 milhões para reestruturar vias estratégicas como a Linha Amarela, as avenidas Capitão-Mor Aguiar e Capitão Luiz Antônio Pimenta, e o canteiro central do bairro Itararé.
Na Linha Amarela, artéria que conecta a região insular à área continental e às cidades vizinhas da Baixada Santista, as obras envolvem o nivelamento e padronização de calçadas, criação de travessias elevadas para pedestres, ordenamento de vagas de estacionamento e novo paisagismo.
Paralelamente, a avenida Capitão Luiz Antônio Pimenta passa por adequações que incluem a construção de nova ciclovia e o alargamento de passeios públicos.
Outro eixo de transformação é a expansão da linha 2 do veículo leve sobre trilhos (VLT) rumo à área continental. A obra contempla 7,5 quilômetros de extensão ferroviária e a construção de quatro estações de transbordo: Ponte Nova; Quarentenário; Rio Branco e terminal Samaritá, atendendo diretamente uma população estimada em mais de 150 mil moradores.
No âmbito do transporte público rodoviário, o município opera desde novembro de 2025 a

integração física e tarifária entre a frota de ônibus municipais e o sistema do VLT. O usuário faz a transição entre os dois modais pagando uma tarifa unificada, desde que o transbordo ocorra no intervalo máximo de 60 minutos.
Complementando a integração, o sistema viário recebe a instalação de novos abrigos cobertos nos pontos de parada e totens informativos para facilitar a orientação dos passageiros ao longo dos itinerários.
No campo da segurança viária, São Vicente implementou a Faixa Azul para motociclistas, um trecho delimitado de quatro quilômetros destinado à circulação exclusiva de motos entre os corredores de tráfego, cobrindo trechos da orla da praia do Itararé e da avenida Marechal Deodoro.
A medida é acompanhada por ações educativas como o Pit Stop do Motoca, focado na distribuição e instalação gratuita de antenas de proteção contra linhas de pipa. O combate aos obstáculos urbanos também inclui a operação Lata Velha, que fez a remoção de mais de 400 veículos abandonados nas vias públicas ao longo de sete meses de fiscalização.
No campo da mobilidade ativa, o município concluiu a revitalização de trechos cicloviários, como a ciclovia da avenida Tupiniquins, no bairro Japuí, garantindo uma conexão cicloviária contínua entre São Vicente e Praia Grande.
Sobre o impacto conjunto dessas medidas, o secretário de Mobilidade Urbana da cidade, Alexandre Martins, enfatiza o alcance técnico das intervenções executadas no município:
Temos o avanço do VLT para a área continental, que deverá beneficiar cerca de 150 mil pessoas com quatro estações, além dos novos retornos da Linha Amarela, nova faixa de rolamento e melhorias na infraestrutura viária. São investimentos que melhoram a organização, a acessibilidade, a informação e o conforto de quem utiliza o transporte coletivo.”

O plano de reestruturação do município projeta ainda a construção da nova rodoviária municipal, equipamento projetado para organizar o fluxo de passageiros e linhas intermunicipais e estaduais que atendem o litoral.
Com a execução simultânea das obras de pavimento, readequação de ciclovias e expansão dos trilhos, São Vicente desenha uma rede de transporte integrada voltada para suprir as demandas crescentes de circulação na Baixada Santista.